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Aneurismal Cerebral
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                ANEURISMAS CEREBRAIS                                   

              Você pode ter um aneurisma cerebral há anos e não saber disso. Mas se você começar a ter fortes dores de cabeça, fazer um check-up pode salvar sua vida. 

               Freqüentemente, um aneurisma cerebral não é encontrado até que você consulte seu médico por causa de dores de cabeça latejantes, agudas ou até mesmo surdas que não desaparecem. O diagnóstico pode ser uma surpresa completa. E pode ser avassalador saber que você está convivendo com uma condição que pode se tornar muito grave a qualquer momento. Quando um aneurisma cerebral rompe, pode ser fatal.   

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Você sabe oque é um aneurisma cerebral?

            

   O aneurisma cerebral é uma dilatação, semelhante a uma “bolha” que se formou em uma parte frágil da parede arterial no cérebro. Esta doença é relativamente frequente na população mundial, cerca de 3.2% de toda a população saudável no mundo irá desenvolver um aneurisma ao longo da vida. Até 6% das pessoas nos EUA têm um aneurisma cerebral, assintomático (que não está sangrando/aneurisma não roto). Aneurismas cerebrais rotos são menos comuns. Eles ocorrem em aproximadamente 30.000 pessoas nos EUA por ano.

             No Brasil, acomete cerca de 6 mil pessoas por ano. Além disso, há indivíduos que possuem fatores de risco, para desenvolver aneurisma cerebral, que provavelmente irá aumentar porcentagem epidemiológica mencionada anteriormente.

            Os aneurismas cerebrais podem afetar qualquer pessoa e em qualquer idade. Mas é mais provável que afetem pessoas com idades entre 30 e 60 anos. Também são mais comuns em mulheres e pessoas designadas como mulheres ao nascer do que em homens e pessoas designadas como homens ao nascer.

O que causa o aneurisma cerebral?

  Entre as principais causas deste problema, estão:

Histórico familiar; Genética; Hipertensão; Tabagismo; Consumo de álcool; Consumo de drogas psicoativas, como maconha e cocaína; Diabetes; Dislipidemia (aumento dos níveis de colesterol e triglicérides). Doenças do colágeno; Associação com algumas outras síndromes ou doenças de múltiplos sistemas.

                              Há casos em que o indivíduo nasce com fraqueza nas paredes das artérias, o que pode levar a um aneurisma. Além disso, pacientes portadores de determinadas doenças podem ter predisposição ao desenvolvimento de aneurisma, como síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos tipo IV (doença genética envolvendo colágeno), doença renal policística, displasia fibromuscular, mal formação arteriovenosa.  Dois ou mais parentes de primeiro grau (pais, filhos, irmãos) com aneurisma cerebral têm muito mais probabilidade de ter um aneurisma do que a população em geral, portanto, avaliação com um profissional especialista no assunto, seja um neurologista, um neurocirurgião ou diretamente um neurorradiologista intervencionista é recomendado.

Quais são os sintomas?

É de vital importância esclarecer que majoritariamente, a formação de um aneurisma ocorre lenta e gradualmente e muitas vezes sem sintomas. É imprescindível reforçar que os aneurismas não rotos (aqueles que não sofreram hemorragia) geralmente não causam qualquer sintoma, sendo que 10/100 000 podem apresentar-se assintomáticos até o momento de uma possível ruptura. Os sintomas passam a aparecer quando ele cresce e comprime áreas do cérebro e ou nervos cranianos dessa região manifestando diversos e variados sintomas, tais como diplopia (visão dupla), ptose palpebral (queda da pálpebra), alteração função pupilar (exemplo pupila “menina dos olhos”) entre outros diversos sintomas.

Há ainda sintomas importantes no momento em que o aneurisma se rompe, quando ocorre a hemorragia intracraniana.  Os sinais mais frequentes desta fase avançada, em que o aneurisma se rompeu, são:

Dor de cabeça súbita e intensa, “geralmente a pior dor de cabeça da vida”; Desmaios; Náuseas; Vômitos; Convulsões; Perda da função esfincteriana, “perda do controle urinário e ou de defecar”

Quando se rompe, o sangue derrama (hemorragias) no tecido cerebral circundante. O sangue pode colocar pressão excessiva no tecido cerebral e fazer o cérebro inchar. Geralmente causa uma forte dor de cabeça chamada dor de cabeça em trovoada, além de outros sintomas.

Um aneurisma cerebral roto pode causar sérios problemas de saúde, como:

-Hemorragia subaracnoídea (HSA): Sangramento na área entre o cérebro e os tecidos finos que o cobrem e protegem (a camada aracnóide). Cerca de 90% das HSA, não traumáticas, são causadas por rutura de aneurismas cerebrais.

Isso pode resultar em danos cerebrais permanentes ou outras complicações, como:

-Vaso espasmo: Isso acontece quando os vasos sanguíneos ficam mais estreitos ou reprimidos e menos oxigênio chega ao cérebro.

-Hidrocefalia: Isso acontece quando um acúmulo de líquido cefalorraquidiano ou sangue ao redor do cérebro aumenta a pressão sobre ele.

-Convulsões: Uma convulsão é um aumento temporário e descontrolado de atividade elétrica no cérebro. Pode piorar os danos cerebrais devido à rutura de um aneurisma.

-Coma: Estado de inconsciência prolongada. Pode durar dias a semanas.

-Morte: Aneurismas cerebrais rotos resultam em morte em cerca de 50% dos casos.

Quais são os fatores que contribuem para a rotura precoce de um aneurisma cerebral?

Os fatores que contribuem para o desenvolvimento de um aneurisma cerebral também podem causar sua ruptura e sangramento.

Diversos trabalhos científicos, incluindo metanálises e guide-lines, comprovaram que a pressão alta é a causa mais comum de ruptura. A pressão arterial descontrolada  faz com que o sangue empurre com mais força contra as paredes dos vasos sanguíneos.

Situações que podem aumentar a pressão arterial e levar à ruptura de um aneurisma cerebral incluem:

- Estresse contínuo ou uma explosão repentina de raiva ou outra emoção forte.

- Trabalho “braçal extenuante” para levantar, carregar ou empurrar algo pesado, como pesos ou móveis.

-Pressão alta conhecida que não é tratada adequadamente com medicamentos.

Muitos fatores determinam se um aneurisma tem probabilidade de estourar, incluindo:

Tamanho e forma: Aneurismas menores podem ter menos probabilidade de sangrar do que os maiores e de formato irregular.

Crescimento: Se um aneurisma cresceu ao longo do tempo, pode ser mais provável que se rompa.

Localização: Os aneurismas nas artérias comunicantes posteriores (um par de artérias na parte posterior do cérebro) e na artéria comunicante anterior (uma artéria na parte frontal do cérebro) têm um risco maior de ruptura do que os aneurismas cerebrais em outros locais.

Raça: Pessoas de ascendência japonesa ou finlandesa apresentam maior risco de ruptura do aneurisma.

Idade avançada: Pessoas com mais de 70 anos correm maior risco de ruptura do aneurisma.

Pessoas que têm múltiplos aneurismas cerebrais ou que tiveram um sangramento de aneurisma anterior correm maior risco de ruptura do aneurisma cerebral.

Como eu poderia preveni-lo?

Com hábitos simples do dia a dia, é possível controlar os fatores de risco que levam desenvolvimento de um aneurisma, ou ao aumento de seu tamanho.

A maioria dos fatores de risco estão relacionados a hábitos de vida e alimentação, sendo assim recomenda-se que as pessoas tenham hábitos mais saudáveis, o que inclui uma alimentação balanceada, com pouca gordura e açúcar, a prática de exercícios físicos regulares, o controle da pressão arterial e diabetes, além do abandono do consumo de cigarro e de álcool.

Também é importante realizar consultas periódicas com um médico especialista, seguindo sempre suas orientações e realizando exames preventivos.

 

Como os aneurismas cerebrais são diagnosticados?

A maioria das pessoas com aneurisma cerebral não roto não sabe que tem um. Um profissional de saúde pode encontrar um durante um exame de imagem do seu cérebro, como uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada realizada por um motivo médico diferente.

Se você tiver sintomas de aneurisma cerebral, como dor de cabeça intensa, ligue para o SAMU ou vá ao pronto-socorro. Um profissional de saúde solicitará exames para verificar se um aneurisma cerebral rompeu. Esses testes podem incluir:

-Tomografia computadorizada: geralmente é o primeiro exame de imagem que um médico solicita para verificar se houve vazamento de sangue em seu cérebro. A angio- tomografia computadorizada (Angio-tc), que produz imagens mais detalhadas do fluxo sanguíneo nas artérias do cérebro, também pode ser utilizada para tentar identificar a causa do sangramento com maior acurácia. A Angio- TC pode mostrar o tamanho, a localização e a forma de um aneurisma não roto ou roto, mas não é o padrão ouro.

Rastreio por Angio-ressonância magnética: A angio- RM produz imagens detalhadas das artérias do cérebro e pode mostrar o tamanho, a localização e a forma de um aneurisma, não tão detalhadas como a Angio-TC, porém de grande valia.

Angiografia cerebral: A angiografia cerebral é realizada por um profissional treinado na área de atuação em que chamamos de Neurorradiologia intervencionista, e é muito relevante para estabelecer o diagnóstico do paciente.. Através da cateterização dos vasos do pescoço são obtidas imagens mais precisas das artérias do pescoço e do cérebro. Este tipo específico de imagem pode encontrar bloqueios nas artérias do cérebro ou pescoço. Também pode identificar pontos fracos em uma artéria, como um aneurisma. Este exame é o padrão ouro para identificar a causa do sangramento cerebral, a localização, o tamanho e formato exatos de um aneurisma.

Análise do líquido cefalorraquidiano (LCR): Este teste avalia o líquido que envolve e protege o cérebro e a medula espinhal (líquido cefalorraquidiano). Para a realização do estudo deve haver uma coleta de amostra do LCR realizando uma punção lombar (punção lombar). A análise pode detectar micro-sangramentos através do liquido raquidiano que envolve o cérebro e a medula. Esse exame geralmente é realizado quando não são identificados a causa aparente da alteração neurológica repentina, num paciente com suspeita de hemorragia cerebral não identificável pelos métodos de imagem.

            O tratamento pode ser realizado de duas formas por um neurorradiologista intervencionista ou com um neurocirurgião. A escolha deve ser realizada de forma racional levando em consideração o custo benefício de cada conduta, sempre levando em consideração oque for melhor para o paciente, pois ambos os tratamentos possuem os seus benefícios, dependendo muito de cada caso. A neurorradiologia intervencionista é a técnica menos invasiva e que apresenta resultados cada vez mais promissores e com menor tempo de internação

AVC Isquêmico e suas Diferentes Etiologias
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AVC Isquêmico e suas Diferentes Etiologias

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O AVCi é um acidente vascular cerebral isquêmico, que ocorre quando uma artéria é obstruída e há falta de sangue em uma área específica do cérebro.

Quais são os sinais e sintomas do AVCi?

Os sinais e sintomas do AVCi são relacionados a área do cérebro que foi acometida, podendo incluir:

  • Perda da força, adormecimento/paralisia do rosto ou membro de um lado do corpo;
  • Alterações na vista (perda de visão, visão turva, visão dupla, sensação de "sombra"); 
  • Dificuldade para falar ou entender frases;
  • Desequilíbrio, tontura, falta de coordenação ao caminhar, queda súbita;
  • Dor de cabeça forte e persistente;
  • Dificuldade para engolir.

O que fazer em caso de suspeita de AVCi?

Ao apresentar os primeiros sinais e sintomas de um AVCi, é importante procurar assistência médica com urgência, pois o tratamento imediato pode prevenir sequelas mais graves e salvar a vida do paciente. Utilizamos a sigla SAMU, para auxiliar na identificação precoce dos sintomas e acionar o atendimento emergencial do paciente. As siglas SAMU significam:

 “S” de Sorria, peça para o paciente sorrir, caso haja assimetria na boca/”boca torta”, pode ser um dos sintomas iniciais de um AVC.

 “A” de abrace, caso haja alguma alteração na força para levantar os braços para conseguir envolver a pessoa, ou qualquer impedimento que isso ocorra, por exemplo não conseguir ficar em pé ou arrastar a perna para tal. Consideramos um sintoma importante para levantar a hipótese de um AVC.

“M” de mensagem ou musica,  ocorre uma alteração no processo da fala do paciente, quando é solicitado  para cantar uma musica ou expressar uma palavra  após interrogado, o paciente pode não entender a pergunta e falar normalmente, ou não conseguir falar mesmo entendendo a pergunta. Quando há dificuldade do paciente em não verbalizar algo, pode ser um dos sintomas iniciais do AVC.

 “U” de Urgência! Quando forem identificados qualquer um dos sintomas acima ou qualquer suspeita de alteração do quadro neurológico do paciente lifar URGENTEMENTE para o SAMU!

Quais são os tratamentos disponíveis para AVCi?

Uma vez levado ao centro de atendimento médico de urgência, o paciente pode passar por uma avaliação feita pelo neurologista e por exames complementares de sangue e imagem, como Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada. Baseado nisso, o tratamento pode incluir medicamentos para "dissolver" o coágulo no vaso sanguíneo , como a trombólise endovenosa, realizada normalmente por um neurologista. E a trombectomia mecânica realizada por um neurorradiologista intervencionista.

Como é a Trombectomia Mecânica?

A Trombectomia Mecânica é um procedimento realizado para retirar o coágulo que causou o AVCi. Durante o procedimento, o Neuroradiologista intervencionista utiliza um acesso arterial na altura da virilha, punho ou braço para levar um pequeno tubo flexível, chamado cateter, até o ponto da obstrução. Nesse momento, ele escolhe se vai realizar a aspiração do trombo ou se vai retirar o trombo usando um stent. Há ainda outras técnicas que podem ser utilizadas, dependo da localização de onde está o trombo e também a anatomia de cada paciente.  Dependendo das condições do paciente e do tempo que passou entre o começo do AVCi e o tratamento, pode haver recuperação completa dos sintomas.

Quem pode ser submetido a trombectomia mecânica?

A Trombectomia Mecânica é um tratamento recomendado para pacientes que tiveram um AVCi causado por um grande vaso sanguíneo bloqueado e que chegaram ao hospital dentro de até 24h horas do início dos sintomas. Normalmente consideramos até 6h-8h , principalmente em hospitais desprovidos de tomografia de perfusão ou Ressonancia magnética, que permitem que haja uma extensão no tempo de janela para abordarmos em até 24h.  Em algumas situações especiais, o tempo pode exceder as 24h.

É indicada especialmente para pacientes com sintomas neurológicos agudos causados por uma obstrução de uma artéria que nutre o cérebro. A detecção dessa obstrução geralmente ocorre na realização de um exame de angiotomografia ou angiorresonância magnética.

A decisão sobre a realização do tratamento é feita pela equipe médica responsável, levando em conta as características do paciente e os riscos e benefícios do procedimento.

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O que as Artérias Carótidas têm a ver com o AVC isquêmico?

As artérias carótidas são responsáveis por levar sangue oxigenado do coração para o cérebro. Quando uma artéria carótida fica obstruída, seja por uma placa de gordura ou um coágulo sanguíneo, ocorre uma diminuição do fluxo sanguíneo cerebral, o que pode levar ao AVCi. As placas de gordura nas artérias carótidas são uma das principais causas de AVCi e, por isso, a avaliação dessas artérias é importante no diagnóstico e tratamento da doença. A obstrução das artérias carótidas pode ser diagnosticada através de exames de imagem, como a ultrassonografia Doppler e a angiotomografia. O tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em casos mais graves, cirurgias para remover a placa de gordura ou um stent para manter a artéria aberta. 

DISSECÇÕES DAS ARTÉRIAS CERVICAIS

DISSECÇÕES DAS ARTÉRIAS CERVICAIS

O que é dissecção da artéria cervical?

A dissecção da artéria cervical ocorre quando há uma ruptura em uma ou mais camadas do tecido dos vasos sanguíneos. A dissecção da artéria cervical é uma causa comum de acidente vascular cerebral em adultos jovens e de meia-idade.

As artérias cervicais são um grupo de grandes vasos sanguíneos no pescoço. Eles incluem as artérias carótidas (que irrigam a parte anterior do cérebro) e as artérias vertebrais (que irrigam a parte posterior do cérebro e a coluna).

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Como uma dissecção da artéria cervical pode afetar minha saúde?

Com uma dissecção da artéria carótida, o revestimento interno do vaso sanguíneo se rompe. No local da ruptura, o sangue pode coagular. Se o coágulo sanguíneo se soltar, ele pode viajar para o cérebro, bloquear os vasos sanguíneos e limitar o fluxo sanguíneo, resultando em um acidente vascular cerebral isquêmico.

Sintomas e causas

O que causa a dissecção da artéria cervical.

Lesões na cabeça ou pescoço (devido a um acidente de carro ou trauma semelhante) são a causa mais comum de dissecção. Dissecções não traumáticas podem ocorrer devido a esforço ou levantamento de peso em algumas pessoas.

Distúrbios do tecido conjuntivo

Exemplos de condições genéticas que afetam o tecido conjuntivo em todo o corpo incluem:

Síndrome de Ehlers-Danlos.

Displasia fibromuscular.

Síndrome de Marfan.

Osteogênese imperfeita.

Trauma no pescoço

Entorse e lesões no pescoço podem ocorrer devido a:

História de lesões no pescoço, como traumas em chicote, onde há um movimento brusco do pescoço, geralmente associadas com acidentes automobilísticos.

Posições extremas da cabeça por longos períodos (por exemplo, pintando um teto).

Movimentos rápidos da cabeça (por exemplo, estar em uma montanha-russa, manipulação quiroprática do pescoço).

Levantamento de peso e transporte de objetos pesados.

Doenças recentes

Condições adicionais que colocam você em risco incluem:

  • Aterosclerose
  • Pressão alta.
  • Tabagismo

 

Quais são os sintomas de dissecção da artéria cervical?

Muitas pessoas começam a notar sintomas até um mês antes de receberem o diagnóstico de dissecção da artéria cervical. Existem três tipos principais, incluindo:

  • Dor de cabeça intensa e repentina (principalmente atrás de um olho) ou dor no pescoço.
  • Sintomas semelhantes aos de um acidente vascular cerebral.
  • Dor de cabeça ou pescoço

Você pode sentir dores na cabeça ou no pescoço não relacionadas a um problema de saúde existente. Desconforto normalmente:

  • Acontece de repentinamente.
  • Mantém um padrão sem apresentar melhora.
  • Está em um lado da cabeça (especialmente atrás de um olho) ou no pescoço.
  • Assemelha-se a uma cefaléia em salvas, enxaqueca ou trovoada.
  • Síndrome de Horner

Esta condição afeta a função involuntária dos olhos e do rosto. Os sintomas incluem pálpebras caídas, pupila menor em um dos olhos e falta de suor. A síndrome de Horner normalmente afeta apenas um lado da cabeça.

Sintomas semelhantes aos de acidente vascular cerebral.

Esses sintomas de dissecção da artéria cervical ocorrem quando parte do cérebro não está recebendo sangue suficiente. Eles incluem:

  • Ataxia (incapacidade de coordenação motora).
  • Problemas de equilíbrio.
  • Visão turva.
  • Tontura
  • Visão dupla (diplopia).
  • Fraqueza dos membros.
  • Dificuldade de fala (disartria ou afasia).
  • Vertigem

Diagnóstico e testes

 

 Quem deve ser avaliado para dissecção da artéria cervical?

A dissecção da artéria cervical pode ser difícil de detectar, mas certos sintomas devem levantar suspeitas por parte do profissional de saúde. Você deve informar o seu médico se desenvolver algum dos sintomas mencionados acima.

 

Como é diagnosticada a dissecção da artéria cervical?

A angiografia por ressonância magnética (Angio RM) são bons métodos para detectar uma dissecção. Existem sequências específicas, que são o padrão ouro para analisar as paredes das artérias, tendo a possibilidade de dar o diagnóstico e muitas vezes detalhar o tempo aproximado, que o ocorreu a lesão. Estas sequências são a Vessel Wall (análise específica da parede arterial) e T1 e T2 Fat sat (com supressão de gordura).

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Tratamento

 

 Como é tratada a dissecção da artéria cervical?

As dissecções geralmente cicatrizam sozinhas. As terapias médicas podem reduzir o risco de coágulos sanguíneos que podem causar acidente vascular cerebral.

Você pode precisar de:

  • Terapia antiplaquetária, que inclui medicamentos como aspirina e clopidogrel, que evitam que as células sanguíneas se agrupem.
  • Medicamentos anticoagulantes (anticoagulantes), como infusão de heparina ou comprimidos de varfarina.

E se as terapias padrão não forem bem-sucedidas?

Ocasionalmente, procedimentos como colocação de stent são necessários. O implante de stent usa um dispositivo de malha para reforçar e expandir as paredes dos vasos sanguíneos.

 

Prevenção

Como posso prevenir uma dissecção da artéria cervical?

Se você tiver uma condição subjacente que aumente o risco de dissecção, é importante receber monitoramento contínuo de um especialista vascular.

Todas as pessoas em risco de dissecção da artéria cervical devem otimizar a sua saúde:

-Evitar posições extremas prolongadas do pescoço (como pintar um teto).

-Evitar movimentos rápidos da cabeça e do pescoço (como andar em montanhas-russas e manipulações quiropráticas do pescoço).

-Evitar levantar pesos (exigir esforço para levantá-los).

-Comer uma dieta saudável para o coração.

-Exercite-se regularmente. (Converse com seu médico sobre um plano personalizado.)

-Gerenciar a pressão arterial, que pode incluir o uso de inibidores da ECA.

-Parar de fumar.

 

Perspectiva / Prognóstico

 

Qual é o prognóstico para pessoas com dissecção da artéria cervical?

As dissecções da artéria cervical geralmente cicatrizam muito bem, retornando o vaso ao normal. Esse processo geralmente ocorre nos primeiros três a seis meses.

 

Como é viver com uma dissecção da artéria cervical?

Você precisará de monitoramento regular, incluindo estudos de imagem, até que os profissionais de saúde confirmem que a dissecção foi curada. Você também pode precisar continuar com medicamentos antiplaquetários ou terapia anticoagulante durante esse período.

Em suma

A dissecção da artéria cervical é uma causa comum de acidente vascular cerebral em pessoas com idades entre 40 e 60 anos. Mas fazer uma dissecção nem sempre significa que você sofrerá um acidente vascular cerebral. Muitas pessoas passam por monitoramento regular e não apresentam complicações. Naqueles que apresentam sintomas de dissecção, o objetivo do tratamento é prevenir o acidente vascular cerebral. Os profissionais de saúde geralmente prescrevem medicamentos que diminuem o risco de coágulos sanguíneos

Estenose de Carótidas e/ou de Vertebrais
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Estenose de Carótidas e/ou de Vertebrais

 

 

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As artérias carótidas e vertebrais são responsáveis por levar sangue oxigenado do coração para o cérebro. Quando uma artéria carótida ou vertebral ficam obstruídas (estenose ou oclusão), seja por uma placa de gordura ou um coágulo sanguíneo/trombo, ocorre uma diminuição do fluxo sanguíneo cerebral, o que pode levar ao AVC isquêmico (Derrame).

A prevalência de estenose da artéria carótida na população geral é estimada em 5%. A estenose da artéria carótida é algo que geralmente acontece com o tempo e, à medida que envelhecemos, o risco dessa condição e também de AVC isquêmico aumenta. 

De qual forma essas placas de gordura podem causar o AVC isquêmico?

As artérias carótidas e vertebrais são vasos que estão na região cervical (no pescoço), as quais podem apresentar placas de gorduras, chamadas de aterosclerose, essas placas devem ser monitoradas, pois podem ser a causa frequente de AVC isquêmico (conhecido como derrame).

O entupimento da passagem do sangue nos vasos do pescoço, pode gerar a redução parcial ou quase total da luz no vaso (estenose) ou mesmo a interrupção total (oclusões). Essas lesões podem ocorrer em diversos locais, das artérias carótidas e das artérias vertebrais. Sendo o local mais comum, na região bulbar da artéria carótida interna (próximo da bifurcação), e no ósteo da artéria vertebral (origem do vaso junto a artéria subclávia). Sendo a causa mais frequente as placas ateroscleróticas (placas de gordura), ou também associada a coágulos/trombos.

Quais os fatores de risco e as causas para desenvolvermos uma estenose de carótidas?

Principalmente se o paciente apresenta doenças ou hábitos de vida que são fatores de risco para evolução de um AVC, tais como dislipidemia (aumento do colesterol ruim), HAS (hipertensão arterial sistêmica), diabetes, idade avançada, obesidade, sedentarismo, tabagismo.

Quais são os sintomas de uma estenose de carótidas?

O tipo de AVC isquêmico que geralmente ocorre devido à estenose carotídea é quando pedaços de placa (ou plaquetas que se formam na placa) são deslocadas/embolizam para o cérebro, interrompendo o suprimento de sangue no parênquima cerebral. Quando esse bloqueio é permanente, as células cerebrais ou neurônios começam a morrer.

Um ataque isquêmico transitório (AIT) é um “mini-AVC” que é apenas um bloqueio temporário de uma pequena artéria cerebral por placas e/ou plaquetas, reversível em menos de 24 horas.  De forma geral, um AIT precede um acidente vascular cerebral isquémico, logo serve de alerta. Para estas condições, é muito importante procurar tratamento o mais rápido possível ou descobrir a causa desse AIT, e um possível tratamento, para evitar que haja um possível próximo AVC isquêmico definitivo.

Como podemos descobrir que estamos com placas nas carótidas sem ter sofrido um AVC?

Através de exames de imagens não invasivas, como o Ultrason Doppler de Carótidas e Vertebrais, para a sua avaliação inicial e triagem. Neste método não é utilizado contraste, logo pacientes com doenças renais podem estar realizando o exame sem nenhum impedimento, além de ser um exame de baixo custo.

Angio- tomografia computadorizada (Angio- TC): Usando um tomógrafo computadorizado – um dispositivo que usa raios X (radiação ionizante) para criar uma imagem detalhada das carótidas e vertebrais, através do uso de contraste iônico. Este teste pode ser usado em pessoas com marcapassos ou stents (mais antigos) de outras condições. Realizado normalmente para planejamento pré-operatorio, ou em caso de dificuldades técnicas durante o exame de Doppler de carótidas.

Angio- ressonância magnética arterial sequência de parede (Angio RM Vessel Wall): semelhante a uma tomografia computadorizada, mas sem o uso de raios X, este exame fornece imagens detalhadas de suas artérias. Indicado para avaliar uma provável instabilidade da placa, normalmente identificada no Doppler de carótidas, sendo essa um risco para evoluir para um possível AVC isquémico, mesmo com estenose abaixo de 50%.

Quais são os tratamentos para essa patologia?

O tratamento pode se dar de três formas: clínico, cirúrgico (aberto) e cirúrgico (fechado/endovascular). Cada um dessas modalidades deve ser discutida com o seu médico assistente, para avaliar qual será a melhor opção em cada caso específico. Aqui na Endovasculare realizamos a técnica de angioplastia percutânea de carótidas, sendo um tratamento menos invasivo e na grande maioria dos casos com alta hospitalar em poucos dias.

 

 

Fistulas Arteriovenosas Durais Cerebrais e Medulares

Fistulas Arteriovenosas Durais Cerebrais e Medulares

Uma fístula arteriovenosa dural (FAVd) é uma conexão anormal entre uma artéria e uma veia dentro do tecido protetor que envolve o cérebro e a medula espinhal. Alguns casos não causam sintomas e só precisam de monitoramento rigoroso. Outras apresentam sintomas desconfortáveis com risco de sangramento baixo. Porém, existem algumas que apresentam maior chance de sangramento (hemorragia) e caso ocorra, pode ser fatal.  Seu médico neurorradiologista intervencionista determinará o melhor plano de tratamento para você.

 

O que é uma fístula arteriovenosa dural?

Uma fístula arteriovenosa dural (FAVd) é uma conexão anormal entre uma artéria e uma veia dentro da cobertura protetora ao redor do cérebro e da medula espinhal (dura-máter). Este é um tipo de fístula arteriovenosa.

Seus vasos sanguíneos são responsáveis ​​pelo transporte de sangue para os órgãos do corpo, incluindo o cérebro e a medula espinhal. Suas artérias levam sangue rico em oxigênio do coração para os órgãos de todo o corpo. Suas veias transportam sangue pobre em oxigênio dos órgãos do corpo de volta ao coração. Os capilares são pequenas artérias que distribuem o fluxo sanguíneo das principais artérias para os órgãos que irrigam antes de entrarem nas veias.

Seu corpo está acostumado a ter capilares na transição das artérias para as veias. Uma fístula se desenvolve quando uma artéria se conecta diretamente a uma veia sem um capilar saudável entre elas. Como resultado, a artéria bombeia muito sangue para uma veia que não está acostumada a receber tanto fluxo sanguíneo, podendo causar sintomas locais e ou até mesmo romper.

Uma FAVd pode interromper a pressão nos vasos sanguíneos, alterar o tamanho e a forma do vaso e impedir que o sangue viaje na direção necessária. Às vezes, um vaso pode quebrar ou estourar devido à pressão. Isso pode causar sangramento com risco de vida.

Você pode ouvir seu médico referir-se à FAVd como uma malformação arteriovenosa dural.

Quão comum é uma fístula arteriovenosa dural?

A fístula arteriovenosa dural é responsável por cerca de 15% de todas as malformações cerebrovasculares, afeta cerca de 0,15 a 0,19 em cada 100.000 pessoas a cada ano. Dados norte americanos.

Uma fístula arteriovenosa dural é grave?

Algumas fístulas arteriovenosas durais são leves e não causam complicações graves à saúde, enquanto outras são muito graves e podem ser fatais. Se um vaso se romper e ocorrer sangramento, isso pode danificar o tecido cerebral e causar um acidente vascular cerebral.

Se sentir algum sintoma, entre em contato com um médico. Se você ou um ente querido apresentar sinais de derrame, entre em contato com o SAMU ou com o número do serviço de emergência local imediatamente.

Sintomas e causas

Quais são os sintomas de uma fístula arteriovenosa dural?

Você pode não ter sintomas se tiver uma fístula arteriovenosa dural (FAVd). Se fizer isso, os sintomas variam de leves a graves e podem variar de acordo com a localização da fístula. Os sintomas podem incluir:

  • Dor de cabeça.
  • Náuseas e vômitos.
  • Ouvir um ruído constante (zumbido pulsátil).
  • A visão muda.
  • Dificuldades de fala ou linguagem.
  • Problemas com equilíbrio e coordenação.
  • Fraqueza muscular ou dormência.
  • Dor no rosto, braços ou pernas.
  • Perda de memória.
  • Sentimentos ou sensações anormais.

Os sintomas geralmente são o resultado de sangramento no cérebro. Contate um médico imediatamente se sentir esses sintomas.

O que causa uma fístula arteriovenosa dural?

A literatura médica não apresenta essa resposta para a causa exata das fístulas arteriovenosas durais. A maioria dos cientistas pensa que resultam de traumatismo craniano, mesmo que o evento traumático tenha acontecido anos atrás. Alguns estudos sugerem que isso pode estar relacionado a um bloqueio nos vasos que transportam o sangue para fora do cérebro. Uma doença, lesão ou outro evento pode causar a obstrução. Por exemplo:

  • Um coágulo sanguíneo (trombose).
  • Lesão cerebral traumática.
  • Cirurgia cerebral, como uma craniotomia.

Você pode nascer com FAVd, mas não é hereditário. A pesquisa ainda está em andamento para aprender mais sobre essa condição.

 

Quais são os fatores de risco para desenvolver uma fistula dural?  

Uma fístula arteriovenosa dural pode afetar qualquer pessoa em qualquer idade. A        Essa condição é mais comum entre adultos entre 40 e 60 anos.

 

Quais são as complicações de uma fístula arteriovenosa dural?

As complicações da FAVd podem ser fatais e podem incluir:

  • Sangramento no tecido cerebral (hemorragia).
  • Sangramento dentro do crânio, mas fora do cérebro (hematoma subdural).
  • Sangramento entre o cérebro e suas camadas protetoras (hemorragia subaracnóidea).
  • Convulsões.
  • AVC isquêmico e ou AVC hemorrágico.

 

Diagnóstico e testes

Como é diagnosticada uma fístula arteriovenosa dural?

Um médico neurorradiologista fará um diagnóstico de fístula arteriovenosa dural   após:

  • Um exame físico, realizando manobras específicas para FAVd
  • Um exame neurológico.
  • Exames de imagem, tais como Angio-RM de crânio, RM e ou Angio-Tc de crânio.

Durante os exames, seu médico fará perguntas para saber mais sobre seus sintomas e histórico médico.

         Caso não haja sintomas, um médico assistente poderá fazer esse diagnóstico incidentalmente durante a realização de um exame de imagem do cérebro ou da coluna por um motivo não relacionado.

Exames de imagem para diagnosticar fístula arteriovenosa dural

Um profissional de saúde pode usar os seguintes exames de imagem para examinar melhor seus vasos sanguíneos e diagnosticar uma fístula arteriovenosa dural:

  • Angio ressonância magnética de crânio arterial e venosa (Angio RM). Além da sequência TOF da RM.
  • Angio-tomografia computadorizada de crânio (Angio-TC).

Ambos os testes são indolores e não invasivos. Eles ajudam seu médico assistente a obter uma visão mais detalhada das veias e artérias do sistema nervoso que podem causar os sintomas.

Se houver suspeita de FAVd na imagem, seu médico assistente poderá conversar com você sobre um exame diagnóstico chamado angiografia cerebral digital realizado pelo neurorradiologista intervencionista.

Angiografia cerebral digital é um exame minimamente invasivo, que fornece as melhores imagens dos vasos do cérebro.  Esse exame é o padrão ouro que determinará com efetividade a FAVd, após a previa imagem de Angio-RM.

Tratamento

Existe cura para uma fístula arteriovenosa dural?

O tratamento pode remover a fístula e melhorar o fluxo sanguíneo nos vasos sanguíneos conforme o esperado. Pode reduzir e prevenir a ocorrência de novos sintomas e complicações.

Como é tratada uma fístula arteriovenosa dural?

O objetivo do tratamento da fístula arteriovenosa dural é remover a conexão anormal (fístula) entre a artéria e a veia. As opções de tratamento podem incluir:

  • Cirurgia: A cirurgia aberta pode remover a fístula (conexão anormal) do vaso sanguíneo afetado. Tratamento realizado por um neurocirurgião.
  • Embolização endovascular: Procedimento que oclui a fistula sem a necessidade do crânio ser aberto, realizado através de cateteres (pequenos tubos feito por materiais especiais), tudo por dentro dos vasos. Tratamento realizado por um neurorradiologista intervencionista, através de uma máquina de hemodinâmica.
  • Radiocirurgia estereotáxica: Esta é uma forma de radioterapia que utiliza feixes de radiação direcionados ao vaso sanguíneo afetado para bloquear a conexão da fístula. Tratamento realizado por intermédio de um aparelho de Gamma Knife.

Seu médico assistente determinará o melhor plano de tratamento para você com base na anatomia da FAVd, seu estado geral de saúde, sintomas e risco de sangramento ou complicações.

Se você não tiver sintomas, seu médico poderá não tratar a doença imediatamente, mas oferecer monitoramento regular para evitar complicações.

Prevenção

Uma fístula arteriovenosa dural pode ser evitada?

Não há maneira conhecida de prevenir uma fístula arteriovenosa dural (FAVd). Você pode reduzir o risco gerenciando quaisquer problemas de saúde subjacentes que possam levar a essa condição, como problemas de coagulação sanguínea. Você também pode se proteger de lesões usando equipamentos de segurança adequados para esportes e atividades.

Perspectiva / Prognóstico

Qual é o prognóstico para uma fístula arteriovenosa dural?

Seu prognóstico depende de muitos fatores, como a localização da fístula, envolvimento de veias corticais, se ocorreu sangramento pregresso etc. Com a descoberta e tratamento precoces, seu prognóstico é positivo. Infelizmente, algumas fístulas arteriovenosas durais podem levar a complicações permanentes ou potencialmente fatais. Cuidados de acompanhamento e apoio estão disponíveis caso ocorram complicações, como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Seu médico assistente lhe dará a visão mais precisa com base na sua situação.

 

Taxa de sobrevivência da fístula arteriovenosa dural

Como as fístulas arteriovenosas durais não são comuns, pesquisas ainda estão em andamento para aprender mais sobre as taxas de sobrevivência. Estudos atuais relatam que a taxa de mortalidade anual (o número de pessoas que morrem devido a esta condição) está entre 11% e 19%. Isto estima que a taxa de sobrevivência anual seja superior a 80% em certos casos, dependendo do momento exato da abordagem da doença.

Quando devo consultar um médico?

Contate um médico se notar os seguintes sintomas:

  • Uma dor de cabeça repentina e dolorosa.
  • Fraqueza muscular ou dormência.
  • Mudanças na sua fala, equilíbrio ou visão.
  • Novo aparecimento de zumbido pulsátil.

Se você ou um ente querido apresentar sintomas de acidente vascular cerebral (fraqueza unilateral, fala arrastada, confusão, etc.), entre em contato com o 911 ou com o número do serviço de emergência local imediatamente.

Que perguntas devo fazer ao meu médico?

-Onde está a fístula?

-Que tipo de opção de tratamento você recomenda?

-Eu preciso de cirurgia?

-Existem efeitos colaterais do tratamento?

-A fístula retornará após o tratamento?

-Com que frequência preciso agendar visitas de acompanhamento?

Considerações finais

Uma fístula arteriovenosa dural (FAVd) é uma condição que pode ter um impacto importante ou limitado em sua vida. Alguns casos não causam interrupções e só precisam de monitoramento rigoroso por parte do seu médico. Outros podem causar complicações permanentes ou potencialmente fatais se não forem diagnosticados e tratados rapidamente.

Se sentir sintomas ou algo não parecer certo, entre em contato como seu médico assistente ou serviço de emergência imediatamente. Existem tratamentos disponíveis para tratar a fístula e melhorar o fluxo sanguíneo para todas as partes do corpo. Existem diferentes opções de tratamento como a radiocirurgia e cirurgia aberta, porém as técnicas endovasculares em diversos casos como a melhor opção terapêutica, com menor tempo de internação, além de ser bem menos invasiva. Seu médico assistente analisará seus sintomas e determinará o plano de tratamento correto para evitar complicações.

 

Hematoma Sub-Dural Crônico
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Hematoma Sub-Dural Crônico

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Um hematoma subdural é um tipo de sangramento adjacente ao cérebro que pode ocorrer após um ferimento na cabeça. Pequenos traumas, aparentemente inofensivos, podem evoluir para um hematoma sub dural e não serem identificados, logo podem evoluir para a cronicidade. Isso ocorre com maior frequência nos idosos, os quais tem outras doenças de base o que torna muitas vezes difícil o diagnóstico. Sintomas como dor de cabeça e fala arrastada, podem surgir logo após a lesão ou dias ou meses depois. Os hematomas subdurais podem ser fatais, por isso é crucial consultar um médico sempre que houver um ferimento na cabeça, mesmo que seja aparentemente simples.

Embora o AVC possa obter a maior parte da sensibilização pública e do financiamento da investigação entre as doenças cerebrovasculares, os avanços no diagnóstico e no tratamento estão a proporcionar aos médicos melhores opções para ajudar os pacientes a evitar as consequências devastadoras de muitas doenças crónicas que afectam o fluxo sanguíneo e os vasos sanguíneos no cérebro.

Embolização dos hematomas sub-durais crônicos é uma técnica endovascular emergente e inovadora, para cuidar de pacientes com hematomas subdurais crônicos (HSDCs), assim como aneurismas cerebrais, lesões espinhais. fístulas arteriovenosas, Malformação arterio venosa (MAVs).

Hematoma sub-dural crônico (HSDC) é uma condição neurológica cada vez mais comum associada a idosos que sofrem traumatismo cranioencefálico. Muitas vezes de desenvolvimento lento, é causada por um sangramento venoso inicial que coagula e forma um coágulo no espaço abaixo da dura-máter, entre o cérebro e o crânio.

A compreensão da fisiopatologia do (HSDC) adotada na última década indica que a recorrência do hematoma pode ser causada pelo vazamento de sangue de artérias frágeis que surgem após a coagulação do SDH e a formação de coágulos.

“A neovascularização se desenvolve para alimentar a membrana que se forma ao redor do sangue coagulado, como parte da resposta inflamatória do corpo”, diversas  pesquisas em jornais de alto impacto,  mostraram que essas pequenas artérias, que são irrigadas pela artéria meníngea média (AMM), são a fonte do sangramento recorrente.

Embolização da Artéria Meníngea Média

Este novo entendimento, embora ainda não universalmente aceito, levou ao desenvolvimento de um tratamento endovascular inovador para (HSDC): a embolização da artéria meníngea média (AMM). A embolização é definida como oclusão distal ou proximal de algum vaso sanguíneo, por intermédio de algum material utilizado de forma endovascular, tais como micro partícula, cola, gel foam e ou EVOH.

A abordagem endovascular pode ser feita em aplicar uma injeção de material embólico, descrito anteriormente, tais como micro-partículas (PVA ou microesferas), cola n-BCA polimerizante, ou EVOH (etileno vinil álcool copolímero, tais como Squid ou Onyx). Qualquer um desses materiais podem ser utilizados para embolizar os ramos distais da AMM com o objetivo de interromper o suprimento de sangue à membrana do hematoma e prevenir o ressangramento.

 

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Hematoma Sub-Dural Crônico

 

Hipertensão Intracraniana Idiopática/Pseudotumor

Hipertensão Intracraniana Idiopática/Pseudotumor

A hipertensão intracraniana idiopática (HII)/Pseudotumor é o aumento da pressão no crânio. Ocorre devido ao acúmulo de líquido cefalorraquidiano (LCR) ao redor do cérebro. Quando o LCR se acumula no crânio, ele pode pressionar o nervo óptico, o nervo que ajuda você a enxergar. Os sintomas da HII podem incluir alterações na visão, dores de cabeça ou cegueira temporária.

Visão geral

O que é hipertensão intracraniana idiopática?

A hipertensão intracraniana idiopática (HII) é o aumento da pressão ao redor do cérebro. Ocorre quando o líquido cefalorraquidiano (LCR), o líquido que protege a medula espinhal e o cérebro, se acumula no crânio. A pressão aumenta no cérebro e no nervo óptico, o nervo na parte posterior do olho que ajuda a enxergar. Isso normalmente ocorre pela redução do calibre (estenose) de algumas veias que normalmente são calibrosas (seios venosos), oque pode promover aumento da pressão intracraniana.

A palavra idiopática significa “nenhuma causa conhecida”. Intracraniano significa “no crânio” e hipertensão significa “pressão alta”.

Um nome desatualizado para pressão intracraniana idiopática é pseudotumor cerebral. Pseudotumor cerebral significa falso tumor cerebral. A HII costumava ser chamada de pseudotumor cerebral porque os sintomas podem ser semelhantes aos sintomas do tumor cerebral.

Quem pode desenvolver hipertensão intracraniana idiopática?

As mulheres têm maior probabilidade de desenvolver HII do que os homens. Cerca de 19 em cada 20 pessoas com hipertensão intracraniana idiopática são mulheres. A maioria tem entre 20 e 50 anos.

Também é mais provável que você tenha HII se tiver:

- Índice de massa corporal (IMC) acima de 30.

- Doença renal crônica.

- Condições que afetam seus hormônios, como síndrome de Cushing, hipotireoidismo ou hipertireoidismo.

- Anemia por deficiência de ferro (falta de glóbulos vermelhos).

- Lúpus.

- Policitemia vera (muitos glóbulos vermelhos).

Quão comum é a hipertensão intracraniana idiopática?

No geral, cerca de 1 em cada 100.000 pessoas tem hipertensão intracraniana idiopática. Em mulheres jovens com obesidade, a taxa é de cerca de 20 em cada 100.000.

Sintomas e Causas

O que causa a hipertensão intracraniana?

Alguma hipertensão intracraniana ocorre devido a causas conhecidas. Algumas pessoas têm hipertensão intracraniana crônica (de longa duração) devido a problemas de saúde como tumores cerebrais ou coágulos sanguíneos.

A hipertensão intracraniana aguda (súbita) pode ocorrer após:

  • Abscesso cerebral (acúmulo de pus e inchaço no cérebro).
  • Traumatismo cranioencefálico ou traumatismo cranioencefálico (TCE).

Se você tem hipertensão intracraniana idiopática, isso significa que o LCR se acumula sem motivo conhecido. Esse tipo pode afetar qualquer pessoa, mas é mais comum em mulheres mais jovens que apresentam excesso de peso.

Quais são os sintomas da hipertensão intracraniana?

O sinal mais comum de hipertensão intracraniana é uma dor de cabeça súbita e intensa. Às vezes, a dor de cabeça é tão dolorosa que acorda você do sono. Pessoas com HII também podem ter uma mudança na visão. Você pode ver o dobro ou ter pontos cegos repentinos. Várias condições podem causar esses sintomas, portanto, verifique com seu médico se os sintomas estão relacionados à HII ou a outra condição.

Os sintomas de hipertensão intracraniana também podem incluir:

  • Dores de cabeça.
  • Perda de visão periférica (lateral).
  • Náuseas e vômitos.
  • Dor no ombro e pescoço.
  • Cegueira temporária.
  • Zumbido (zumbido nos ouvidos).
  • Diagnóstico e testes

Como é diagnosticada a hipertensão intracraniana?

 

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Imagem de uma Angio Rm venosa cerebral ilustrando uma HII.

Imagem de uma Angio Rm venosa cerebral ilustrando uma HII.

A HII costumava ser conhecida como pseudotumor (falso tumor) cerebral porque os sintomas se assemelhavam aos sintomas de um tumor cerebral. Seu médico pode usar vários recursos para o diagnóstico com o objetivo em descartar um tumor e encontrar a causa dos seus sintomas.

  • Angio tomografia de crânio, enfatizando a fase venosa ou
  • Angio Ressonância magnética de crânio venosa.
  • Exame oftalmológico para verificar se há inchaço próximo ao nervo óptico.
  • Punção lombar (punção lombar) para avaliar seu LCR.
  • Testes para verificar seus reflexos, equilíbrio ou força muscular.
  • Teste de campo visual para verificar pontos cegos em sua visão.

Tratamento

Como é tratada a hipertensão intracraniana idiopática?

Para a maioria das pessoas, os sintomas da hipertensão intracraniana melhoram com o tratamento. Seu provedor pode recomendar:

Perda de peso: Se você tem um IMC alto, a perda de peso pode reduzir os sintomas de HII. Seu médico pode recomendar a perda de 5% a 10% do seu peso corporal.

Medicação: Alguns medicamentos controlam os sintomas de HII. Seu médico pode prescrever acetazolamida (Diamox®) ou topiramato para ajudar seu corpo a produzir menos LCR. Você também pode tomar um diurético para diminuir a retenção de líquidos. Porém quando nenhuma das opções anteriores estiverem fazendo efeito, podemos lançar mão de uma intervenção endovascular.

Procedimentos vasculares:

 

A hipertensão intracraniana idiopática (HII) tem sido tradicionalmente tratada com colocação de shunt e perda de peso, mas evidências crescentes indicam que restrições ao fluxo venoso podem contribuir para pressão intracraniana elevada que pode ser revertida com implante de stent.

Existem dois tipos de estenose: intrínseca, na qual o tamanho de um segmento do seio venoso é reduzido (por exemplo, devido a cicatrizes ou congênita), e extrínseca, na qual pressões elevadas ou estruturas circundantes (por exemplo, granulações aracnóides) exercem pressão sobre o parede venosa que faz com que ela se curve para dentro. Ambos os tipos de estenose respondem ao implante de stent e o implante de stent ajuda a controlar os sintomas de HII.

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Prevenção

Como posso reduzir meu risco de hipertensão intracraniana?

Se você tiver uma condição que aumente o risco de HII, converse com seu médico sobre a melhor forma de gerenciá-la. Por exemplo, se você tem um IMC alto, pode reduzir o risco de HII perdendo peso. Se você tem anemia por deficiência de ferro, pode tomar suplementos de ferro ou outros medicamentos. Veja o assunto de forma mais aprofundada no tratamento dessa doença: Tratamento Hipertensão Intracraniana

Perspectiva / Prognóstico

Qual é a perspectiva para pessoas com hipertensão intracraniana?

Sem tratamento, a hipertensão intracraniana pode levar à perda permanente da visão. Mas a maioria das pessoas acha que o tratamento alivia os sintomas da hipertensão intracraniana. Após o tratamento, você precisará de exames regulares com um oftalmologista (oftalmologista) para monitorar sua visão.

Quais condições causam sintomas semelhantes aos da HII?

Algumas condições que afetam o cérebro e a coluna podem apresentar sintomas semelhantes aos da hipertensão intracraniana. Essas condições incluem:

  • Aracnoidite: inchaço e inflamação na membrana ao redor da medula espinhal.
  • Tumores cerebrais: massas de células irregulares no cérebro.
  • Epidurite: Inflamação nos tecidos externos do cérebro e da medula espinhal.
  • Meningite: Infecção das membranas (meninges) que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

 

 

Malformações Arteriovenosas Cerebrais e Medulares

Malformações Arteriovenosas Cerebrais e Medulares

 

 

 

MAVs 

 

Uma malformação arteriovenosa (MAV) é um enovelado de artérias e veias sem capilares entre elas. Os capilares são estruturas anatomicas normais, que conectam as veias com as artérias, porém na MAV eles não estão presentes, ao invés disso temos os NIDUS, que se assemelham a "enovelados de lã" Isso pode acontecer em seu sistema nervoso central (cérebro e medular) ou em outras áreas do corpo. Uma MAV pode causar sangramento ou danos aos tecidos ao seu redor. Algumas pessoas não apresentam sintomas até que uma MAV comece a sangrar. Os tratamentos podem remover uma MAV, reduzi-la ou impedir que o sangue flua através dela.

O que é uma malformação arteriovenosa (MAV)?

Uma malformação arteriovenosa (MAV) é um emaranhado anormal de vasos sanguíneos que se parece com um ninho de pássaro/novelo de lã. O emaranhado é feito de artérias que normalmente forneceriam sangue ao cérebro e veias que normalmente drenariam o sangue do tecido cerebral.

O sangue circula pelo corpo dentro de um circuito fechado organizado de vasos sanguíneos. As artérias transportam sangue rico em oxigênio do coração para o cérebro e para o resto dos órgãos e tecidos do corpo, exemplificando seria como um garçon que nos traz o alimento para a nossa nutrição. Já as veias devolvem sangue pobre em oxigênio e nutrientes, são produtos residuais dos tecidos, que retornam ao coração e aos pulmões, para serem “reciclados”, exemplificando seria como os lixeiros, que levam o nosso lixo para serem reaproveitados.

Normalmente, a troca ocorre nos capilares, onde as menores unidades de vasos sanguíneos das artérias e veias se conectam. Se você tem uma MAV, falta a “ponte” de capilares entre as artérias e as veias. Isso faz com que o sangue arterial de alto fluxo se conecte diretamente às veias que não estão acostumadas com pressão alta. Como resultado, a conexão anormal entre a artéria e a veia em uma MAV pode causar ruptura de vasos e ocorre sangramento cerebral, uma das causas de AVCH ( acidente vascular cerebral hemorrágico.

Tipos de MAVs

Os dois tipos de AVMs são:

Malformações arteriovenosas do sistema nervoso central. Eles se desenvolvem em qualquer lugar do tecido cerebral ou na superfície do cérebro. MAVs ocorrem mais comumente no cérebro, tronco cerebral e medula espinhal.

Malformações arteriovenosas periféricas. Eles podem se formar em qualquer lugar dos 160.000 quilômetros de vasos sanguíneos do seu corpo. Eles podem ocorrer no rosto, braços ou pernas e em tecidos e órgãos como coração, fígado ou pulmões.

Quão comuns são as malformações arteriovenosas?

         Malformações arteriovenosas são raras. Eles estão presentes em cerca de 1 em 100.000 pessoas. Qualquer pessoa pode nascer com MAV. Os portadores descobrem que tem essa doença, principalmente entre 20 a 40 anos. O risco de sintomas é maior entre 30 e 50 anos.

Sintomas e causas

Quais são os sintomas das malformações arteriovenosas?

Os sintomas de malformação arteriovenosa podem incluir:

  • Convulsões com ou sem perda de consciência.
  • Dor de cabeça.
  • Fraqueza muscular ou paralisia completa.
  • Náuseas e vômitos.
  • Sensação de dormência ou formigamento.
  • Tontura.
  • Problemas de movimento, fala, memória, pensamento, equilíbrio ou visão.
  • Confusão mental, alucinações ou demência.
  • Dor nas costas (pode ser repentina e intensa) ou fraqueza na parte inferior do corpo (quadris) e nas pernas até os dedos dos pés.Falta de ar durante o esforço.
  • Tosse com sangue (se a MAV estiver nos pulmões).
  • Dor abdominal.
  • Caroços nos braços ou pernas ou no tronco.
  • Dor e inchaço.

Você pode ou não apresentar sintomas se tiver uma malformação arteriovenosa. Até 15% das pessoas com MAVs não apresentam sintomas. Freqüentemente, o primeiro sinal de que você tem uma MAV é depois que ela sangra. Se você tiver uma MAV cerebral e isso causar sangramento (ruptura) de um vaso sanguíneo, pode causar acidente vascular cerebral e danos cerebrais. Cerca de 50% das pessoas com MAV cerebral apresentam sangramento cerebral (hemorragia) como sintoma inicial.

O que causa uma malformação arteriovenosa (MAV)?

Os cientistas não têm certeza do que causa as malformações arteriovenosas. Eles acreditam que você nasceu com eles e que provavelmente se desenvolvem durante o desenvolvimento fetal (são congênitos). MAVs podem ser hereditárias (ocorridas em famílias) em casos raros.

Como uma malformação arteriovenosa afeta meu corpo?

As MAVs causam danos das seguintes maneiras:

Sangramento. A força do fluxo sanguíneo das artérias exerce muita pressão sobre a MAV. As veias têm paredes fracas e nem sempre conseguem se ajustar à pressão do fluxo sanguíneo. Se suas veias não aguentarem a pressão arterial, elas podem estourar e sangrar. O sangramento no tecido circundante pode causar danos permanentes. Sangramento significativo pode resultar em morte.

Pressionando partes do corpo. Uma conexão anormal resulta em mais sangue nas veias. As veias podem ficar grandes e pressionar os tecidos próximos. Isso não apenas impede a oxigenação, mas também afeta a drenagem através do sistema linfático.

Esgotando os tecidos do oxigênio necessário. Como não há ponte capilar entre artérias e veias, o oxigênio e os nutrientes não chegam ao tecido onde há MAV. O tecido e as células nervosas nesse local podem morrer/isquemiar.

Quais são as complicações das malformações arteriovenosas?

As complicações das MAVs cerebrais incluem:

AVCH/Sangramento cerebral/derrame. Este é o maior risco de ter uma MAV. Um sangramento de uma MAV no cérebro causa acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH), danos cerebrais ou convulsões. MAVs nessas áreas fechadas também podem pressionar e deslocar partes do cérebro e da medula espinhal.

Convulsões. Essa onda de atividade elétrica em seu cérebro pode causar desmaios e movimentos musculares que você não consegue controlar.

Aneurismas.

Esta é uma protuberância semelhante a um balão nas paredes de qualquer um dos vasos sanguíneos,  que alimentam ou ao redor da MAV. Eles se desenvolvem devido à fraqueza nas paredes dos vasos sanguíneos. Os aneurismas se desenvolvem em cerca de 50% de todas as MAVs do cérebro e da medula espinhal. Aneurismas relacionados a MAV podem aumentar o risco de ruptura (sangramento) e sintomas relacionados ao sangramento.

Danos cerebrais que afetam o pensamento, o processamento mental, a memória ou a compreensão da fala.

Coma e morte, especialmente devido a um grande sangramento no cérebro.

Diagnóstico e testes

Como é diagnosticada uma malformação arteriovenosa?

Seu médico irá perguntar sobre seus sintomas e fazer um exame físico. Às vezes, eles ouvem um sopro, que é um som rápido de fluxo sanguíneo que podem ouvir nas artérias e veias quando há uma MAV.

Quais testes serão feitos para diagnosticar uma malformação arteriovenosa?

Os testes de imagem usados ​​para detectar malformações arteriovenosas incluem:

  • Ressonância magnética (RM).
  • Tomografia computadorizada (TC).
  • Angiografia por cateter. Um médico insere um tubo (cateter) em uma artéria em seu pulso ou virilha e o move para uma área para investigação., a qual depende onde está localizada a MAV.
  • Angiografia por ressonância magnética cerebral artérial e ou venosa (Angio RM).
  • Angiografia por tomografia computadorizada (Angio TC).
  • Ultrassonografia Doppler transcraniana. (menos frequente)

         Como muitas MAVs não causam sintomas, os médicos só descobrem algumas delas durante um exame de imagem para outra condição (como lesões, problemas de visão ou dores de cabeça) ou depois de sangrarem e causarem sintomas.

Prevenção

Uma malformação arteriovenosa pode ser prevenida?

Não, você não pode prevenir MAVs porque os pesquisadores acreditam que elas são congênitas (você nasce com elas). Mas se você desenvolver algum dos sintomas listados neste artigo, consulte seu médico imediatamente. Responder rapidamente ao desenvolvimento de sintomas é a melhor abordagem.

Perspectiva / Prognóstico

O que posso esperar se tiver uma malformação arteriovenosa (MAV)?

A MAV de cada pessoa é uma situação única.

O resultado dos tratamentos de MAV é muito bom, mas existem muitas variáveis, incluindo:

  • Localização.
  • Tamanho.
  • Tipo de MAV.
  • Sua idade e saúde geral.

 

Se você tem uma malformação arteriovenosa e não recebe tratamento, há uma chance de 2 a 4% por ano de que ela sangre.

 

Vivendo com a doença

Quando devo consultar meu médico?

As malformações arteriovenosas podem ocorrer mais de uma vez (recidivar) em algumas pessoas. Entre em contato com seu médico assistente se tiver novos sintomas. Depois de fazer o tratamento, você precisará de consultas de acompanhamento com seu médico a cada três meses. Após o primeiro ano, você só precisará de consultas uma vez por ano.

Quando devo ir ao pronto-socorro?

Obtenha ajuda imediatamente se você tiver:

  • Dor de cabeça súbita e intensa (“a pior da minha vida”).
  • Convulsões.
  • Fraqueza nos braços ou pernas.
  • Problemas com sua visão, equilíbrio, memória ou atenção.

Estes são sinais de uma emergência com risco de vida. Isto pode ser uma hemorragia cerebral.

Que perguntas devo fazer ao meu médico?

As perguntas a serem feitas ao seu médico assistente incluem:

-Onde no meu corpo está a minha MAV?

-Quais tratamento existem? E qual seria o mais indicado no meu caso?

-Quais os riscos de cada tratamento?

-Qual o menos invasivo?

-Com que frequência você precisa monitorar minha condição se não fizer o procedimento  agora?

Perguntas comuns adicionais

As malformações arteriovenosas são perigosas?

Eles podem ser. O maior perigo é o sangramento (hemorragia). Se você sentir uma dor de cabeça súbita e intensa “a pior da sua vida”,  ligue para o SAMU. Você pode ter uma MAV cerebral com sangramento. Há uma chance de 2 a 4% de sangramento por ano para MAVs não rotas. 17% das MAVs previamente rotas, evoluiem para uma nova ruptura todos os anos.

Todas as malformações arteriovenosas (MAVs) eventualmente sangram?

Não. Algumas malformações arteriovenosas nunca causam sangramento e podem nem causar sintomas ou problemas de saúde durante toda a vida. Os profissionais de saúde só descobrem algumas MAVs durante um exame de imagem por outro motivo ou durante uma autópsia após a morte.

MAVs podem causar outros problemas de saúde além de sangramentos. Algumas MAVs que crescem e se tornam grandes podem pressionar uma área de tecido e causar danos aos tecidos, danos às células nervosas e outros danos às células nessa área. Se for grande o suficiente e estiver em uma área vital, a falta de capilares entre as artérias e veias pode causar falta de oxigênio, nutrientes e troca de resíduos nos tecidos dessa área. Isso pode levar à morte do tecido.

As malformações arteriovenosas (MAVs) podem ser fatais?

Sim, eles podem ser. O quão mortal ou grave uma malformação arteriovenosa pode ser depende de seu tamanho e localização. Um sangramento maciço de uma MAV rota no cérebro pode ser fatal. No entanto, algumas pessoas têm MAVs e nunca apresentam sintomas ou problemas de saúde.

A localização da dor na minha cabeça indica a localização de uma malformação arteriovenosa (MAV)?

Não necessariamente. Pode, mas na maioria das vezes, o local em que você sente dor de cabeça não é específico da área da MAV.

Uma gestante com malformações arteriovenosas (MAVs) tem risco aumentado?

Em algumas pessoas, as alterações da gravidez podem fazer com que os sintomas de MAV apareçam repentinamente ou piorem. O aumento do volume sanguíneo e da pressão arterial que acompanha a gravidez pode aumentar o risco de sangramento de MAV.

Como as malformações arteriovenosas (MAVs) afetam as crianças?

As MAVs podem causar mudanças comportamentais ou pequenas alterações na capacidade de aprendizagem do seu filho. Estas alterações podem acontecer antes do desenvolvimento de sintomas mais óbvios quando o seu filho for mais velho (se os sintomas se desenvolverem).

Os sangramentos cerebrais decorrentes de malformações arteriovenosas (MAVs) sempre causam danos cerebrais significativos?

Não. Alguns sangramentos cerebrais muito pequenos, chamados micro-hemorragias, causam danos limitados e poucos sintomas. Mas com o tempo, muitos micro-hemorragias podem aumentar o risco de demência e prejudicar as funções de pensamento.

 

Qual a diferença entre malformação arteriovenosa, aneurisma, malformações venosas e linfáticas, malformação cavernosa e fístula?

Um aneurisma é uma área enfraquecida e abaulada em uma artéria. É mais comumente formado no ponto onde duas artérias se ramificam. Um aneurisma pode se desenvolver como uma complicação de uma MAV.

Malformações venosas e linfáticas  são malformações vasculares (vasos sanguíneos venosos e ou linfáticos) os quais são possíveis serem visualizados na pele ou na mucosa. São doenças que dependendo da localização deve haver uma abordagem específica, pois deve ser feito uma estratégia terapêutica individualizada.

As malformações cavernosas são um tipo de lesão vascular. Ao contrário de uma MAV, eles contêm sangue lento que geralmente está coagulado. Eles podem vazar, mas geralmente não sangram tão intensamente quanto as MAVs e muitas vezes não causam sintomas.

Uma fístula é um termo geral para uma conexão anormal de vasos sanguíneos. As fístulas arteriovenosas  podem ocorrer no tecido que cobre o cérebro e a medula espinhal. MAVs podem acontecer dentro dos tecidos do seu cérebro. As fístulas são mais comumente associadas a traumatismo cranioencefálico ou infecção do que as MAVs.

Nota do Dr Leonardo Zibetti Sganzerla

         Uma malformação arteriovenosa (MAV) é uma condição médica séria, mas os tratamentos disponíveis são altamente eficazes. Seu médico assistente conversará com você sobre os detalhes da sua MAV – seu tamanho e localização – e outros fatores para desenvolver opções de tratamento que sejam melhores para você. Não tenha medo de fazer perguntas se algo não estiver claro. Você deve a si mesmo compreender suas opções.

 

 

 
Malformações Vasculares de Cabeça e Pescoço

Malformações Vasculares de Cabeça e Pescoço

Malformações Vasculares de cabeça e pescoço

Malformações vasculares, ou alterações anormais nos vasos sanguíneos, incluem malformações venosas, malformações arteriovenosas (MAVs), malformações linfáticas (MAF/linfangiomas), hemangiomas, telengectasias. Eles podem parecer marcas de nascença que se desenvolvem durante a infância e na adolescência.  Os tratamentos podem fechar os vasos sanguíneos afetados e lesões císticas.

O que são malformações vasculares?

Malformações vasculares são anomalias que envolvem os vasos sanguíneos. Estas alterações estão normalmente presentes no nascimento, mas frequentemente podem não se tornar evidentes até mais tarde na vida, durante a infância ou mesmo na idade adulta.

As malformações vasculares podem se desenvolver em qualquer parte do corpo da cabeça aos pés. Podem apresentar-se como massa de tecidos moles, dor, inchaço e/ou descoloração da pele. Algumas malformações vasculares se desenvolvem no rosto ou pescoço ou perto do cérebro ou da medula espinhal. Outros parecem marcas de nascença ou manchas vermelhas.

Raramente, as malformações vasculares se desenvolvem durante a idade adulta após trauma ou outro incidente. Malformações vasculares que causam dor, prejudicam funções como visão ou atividades ou causam sangramento ou outros problemas podem necessitar de tratamento.

Onde ocorrem as malformações vasculares?

As malformações vasculares podem afetar qualquer vaso sanguíneo do sistema circulatório. Eles também podem se desenvolver em vasos linfáticos do sistema linfático.

Os vasos sanguíneos afetados podem incluir uma ou mais das seguintes estruturas:

  • Artérias e arteríolas.
  •  Capilares
  • Veias e vênulas.
  • Canais linfáticos.

Quais são os tipos de malformações vasculares?

As malformações vasculares podem aparecer como marcas de nascença na pele de uma criança. Ou podem desenvolver-se em praticamente qualquer parte do corpo, incluindo o cérebro ou a coluna vertebral. Os profissionais de saúde determinam o tipo de malformação vascular com base nos vasos sanguíneos afetados.

 

Os tipos mais comuns incluem:

  • Hemangiomas
  • Malformações venosas
  • Malformações arterio-venosas
  • Malformação linfáticas (Linfangiomas)
  • Cavernomas
  • Telengectasias

Malformações vasculares, ou alterações anormais nos vasos sanguíneos, incluem malformações venosas, malformações arteriovenosas (MAVs), malformações linfáticas (MAF/linfangiomas), hemangiomas, telengectasias. Eles podem parecer marcas de nascença que se desenvolvem durante a infância e na adolescência.  Os tratamentos podem fechar os vasos sanguíneos afetados e lesões císticas.

O que são malformações vasculares?

Malformações vasculares são anomalias que envolvem os vasos sanguíneos. Estas alterações estão normalmente presentes no nascimento, mas frequentemente podem não se tornar evidentes até mais tarde na vida, durante a infância ou mesmo na idade adulta.

As malformações vasculares podem se desenvolver em qualquer parte do corpo da cabeça aos pés. Podem apresentar-se como massa de tecidos moles, dor, inchaço e/ou descoloração da pele. Algumas malformações vasculares se desenvolvem no rosto ou pescoço ou perto do cérebro ou da medula espinhal. Outros parecem marcas de nascença ou manchas vermelhas.

Raramente, as malformações vasculares se desenvolvem durante a idade adulta após trauma ou outro incidente. Malformações vasculares que causam dor, prejudicam funções como visão ou atividades ou causam sangramento ou outros problemas podem necessitar de tratamento.

Onde ocorrem as malformações vasculares?

As malformações vasculares podem afetar qualquer vaso sanguíneo do sistema circulatório. Eles também podem se desenvolver em vasos linfáticos do sistema linfático.

Os vasos sanguíneos afetados podem incluir uma ou mais das seguintes estruturas:

  • Artérias e arteríolas.
  • Capilares
  • Veias e vênulas.
  • Canais linfáticos.

Quais são os tipos de malformações vasculares?

As malformações vasculares podem aparecer como marcas de nascença na pele de uma criança. Ou podem desenvolver-se em praticamente qualquer parte do corpo, incluindo o cérebro ou a coluna vertebral. Os profissionais de saúde determinam o tipo de malformação vascular com base nos vasos sanguíneos afetados.

 

Os tipos mais comuns incluem:

  • Hemangiomas
  • Malformações venosas
  • Malformações arterio-venosas
  • Malformação linfáticas (Linfangiomas)
  • Cavernomas
  • Telengectasias

Hemangiomas

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Os hemangiomas tendem a ser pequenos e envolver apenas a pele, e involuem (regridem) sem complicações, não deixando nenhum sinal ou talvez uma pequena mancha.

Diagnóstico

O diagnóstico de hemangioma é baseado na apresentação clínica. Nenhum diagnóstico por imagem é indicado na maioria dos casos. Em alguns pacientes, um hemangioma pode assemelhar-se a uma “mancha vinho do porto”, uma malformação capilar. No entanto, uma diferença fundamental é que um hemangioma regride com o tempo.

Outras situações podem exigir diagnóstico por imagem com ressonância magnética (RM) ou, em alguns casos, ultrassonografia com Doppler, realizada por um médico radiologista com experiência em anomalias vasculares. A ressonância magnética dos hemangiomas ajuda a diferenciá-los de outros tumores e malformações vasculares da infância. Por exemplo, hemangiomas cervico-faciais extensos requerem ressonância magnética para descartar anormalidades intracranianas e intratorácicas e suspeitas de hemangiomas profundos envolvendo estruturas vitais requerem avaliação por ressonância magnética para confirmar o tipo e a extensão do envolvimento.

A ultrassonografia Doppler é ocasionalmente usada para avaliar a natureza de um hemangioma e para confirmar o diagnóstico.

Biópsia. Para hemangiomas com apresentação clínica ou de imagem atípica, a biópsia pode ser indicada para descartar outros tipos mais atípicos de hemangioma, os quais tem um comportamento mais agressivo, apesar de terem natureza benigna.

Recursos e curso típicos

O hemangioma mais comum é o hemangioma infantil, facilmente reconhecível pela sua aparência, bem como pelos seus padrões de crescimento e involução. Aparece nas primeiras semanas de vida, geralmente como uma lesão superficial semelhante a um morango, e cresce rapidamente no primeiro ano, atingindo um platô por volta de 1 ano de idade. até que desapareça gradualmente na primeira infância.

O objetivo desse artigo é tranquilizar os pais preocupados.

Os pais podem achar essas lesões alarmantes e pressionar por tratamento. Nesses casos, uma vez confirmado o diagnóstico, basta.

 

Malformação venosa

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As malformações venosas geralmente estão presentes ao nascimento e podem se apresentar clinicamente como descolorações azuladas da pele e inchaço dos tecidos moles. Eles são macios, facilmente compressíveis e normalmente demonstram

ingurgitamento quando a parte do corpo envolvida está abaixo do coração. A radiografia simples geralmente mostra cálculos ou concreções venosas (flebólitos) dentro dos tecidos moles envolvidos.

O tipo mais comum de malformação vascular, uma malformação venosa, se desenvolve em uma veia. As veias transportam o sangue de volta ao coração para obter oxigênio.

 

Malformação arteriovenosa (MAV):

 

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Uma MAV é um emaranhado de artérias e veias que se conectam incorretamente. Em vez de se conectarem aos capilares, as artérias bombeiam o sangue diretamente para as veias através de um conjunto de canais denominado nidus.  MAVs podem afetar principalmente o cérebro ou a medula, porém existem casos de MAVs periféricas como na face, pescoço, ou em diversos órgãos e ou membros, que podem acarretar sérios prejuízos a saúde e até mesmo risco de vida.

 

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Fatos sobre MAVs

A maioria das pessoas com MAVs nunca terá problemas. Se os sintomas não aparecerem até a pessoa atingir os 50 anos, eles podem nunca aparecer. Às vezes, as mulheres apresentam sintomas como resultado da carga que a gravidez exerce sobre os vasos sanguíneos. No entanto, quase 12 por cento das pessoas com MAV apresentam alguns sintomas.

Ninguém sabe por que as MAVs se formam. Alguns especialistas acreditam que o risco de desenvolver MAVs pode ser genético. MAVs podem se formar em qualquer parte do corpo. Aquelas que se formam no cérebro ou perto da medula espinhal, chamadas MAVs neurológicas, têm maior probabilidade de ter efeitos a longo prazo.

A maior preocupação relacionada às MAVs é que elas causarão sangramento descontrolado ou hemorragia. Menos de 4% das MAVs apresentam hemorragia, mas aquelas que o fazem podem ter efeitos graves, até mesmo fatais. A morte como resultado direto de uma MAV ocorre em cerca de 1% das pessoas com MAV.

Às vezes, as MAVs podem reduzir a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro e à medula espinhal (isso às vezes é chamado de efeito de "roubo", como se o sangue estivesse sendo "roubado" de onde deveria fluir). Às vezes, as MAVs podem exercer pressão sobre os tecidos circundantes. O roubo também pode ocorrer em outras partes do corpo, como nas mãos ou nos pés, mas pode não ser tão aparente.

Uma MAV ocorre quando as artérias e veias não são formadas corretamente em uma área do corpo. Normalmente as artérias levam o sangue do coração para o corpo. O sangue com oxigênio fresco e nutrientes é transportado através das artérias para vasos muito pequenos chamados capilares. Através desses minúsculos vasos, o sangue viaja para os tecidos do corpo. O sangue então sai dos tecidos através dos capilares e deságua nas veias, que trazem o sangue de volta ao coração. Os capilares são pequenos vasos que ajudam o sangue a desacelerar. Isso permite que o sangue forneça oxigênio e nutrientes aos tecidos.

Em uma MAV, não há capilares, então o sangue não desacelera e não consegue fornecer oxigênio e nutrientes aos tecidos do corpo. Em vez disso, o sangue que flui muito rápido (alto fluxo) vai diretamente de uma artéria para uma veia. Raramente, se houver muito fluxo através de uma MAV, isso pode fazer com que o coração trabalhe demais para acompanhar, levando à insuficiência cardíaca.

Embora presente ao nascimento, uma MAV pode ser encontrada logo após o nascimento ou muito mais tarde na vida, dependendo do seu tamanho e localização. As MAVs podem se tornar aparentes após um acidente ou quando a criança se torna adulta (durante a puberdade). À medida que o corpo do paciente cresce, a MAV também cresce.

MAVs crescem e mudam com o tempo. Os AVMs são frequentemente organizados usando uma escala chamada sistema de estadiamento de Schöbinger. Nem todos os AVMS passam por todas as etapas.

Estágio I (quiescência): A MAV está “quieta”. A pele na parte superior da MAV pode estar quente e rosada ou vermelha.

Estágio II (expansão): O AVM fica maior. Um pulso pode ser sentido ou ouvido na MAV.

Estágio III (destruição): A MAV causa dor, sangramento ou úlceras.

Estágio IV (descompensação): Ocorre insuficiência cardíaca.

Telangiectasia capilar: Essas pequenas áreas de capilares dilatados tendem a se desenvolver no cérebro. A maioria das telangiectasias capilares não causa problemas. Mas ocasionalmente, eles causam hemorragia, logo monitora-las é de suma importância.

Malformações cavernosas:

Os capilares densamente compactados no cérebro têm longas “cavernas” (malformações cavernosas/cavernoma). O sangue se move lentamente por essas cavernas.

 

Malformações linfáticas/ Linfangioma

 

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Uma malformação linfática (MFL) ou antigamente conhecida como linfangioma, é uma protuberância incomum e não cancerosa cheia de líquido sob a pele (cisto) causada por vasos linfáticos aumentados. Os vasos linfáticos (ou canais) são responsáveis ​​pela movimentação do fluido linfático e dos glóbulos brancos através dos tecidos e da corrente sanguínea. Se o seu filho tiver uma obstrução nos vasos linfáticos, o líquido se acumula no bloqueio e cria cistos.

A maioria das MFL aparece quando o seu filho nasce. Na maioria das vezes, eles se formam na cabeça e no pescoço, mas podem se formar em qualquer parte do corpo. A MFL ocorre com maior frequência em recém-nascidos a crianças de até 5 anos, principalmente envolvendo síndromes genéticas (síndrome de Down, Trissomia do 21 , síndrome de Thurner). Normalmente não promovem risco de vida, mas dependendo de sua localização pode obstruir as vias aéreas ou comprimir algum nervo ou suprimento vascular, que há riscos eminentes. Sintomas e causas

Quais são os sintomas do MFL/linfangioma?

Os sintomas são únicos para cada pessoa diagnosticada com a doença e variam de acordo com o tamanho (profundidade) e localização do cisto, incluindo:

Higroma cístico (linfangioma cístico): Uma massa vermelha a azul, inchada e cheia de líquido, frequentemente encontrada no pescoço, virilha ou axila.

Linfangioma cavernoso: Uma massa vermelha a azul, inchada e borrachuda, frequentemente encontrada na língua, mas que pode se formar em qualquer parte do corpo.

Linfangioma circunscrito: Um pequeno grupo de bolhas cheias de líquido, claras a rosa, vermelhas, marrons ou pretas, do tamanho de espinhas, encontradas na boca, ombros, pescoço, braços e pernas.

Todos os cistos, não importa o tamanho, contêm líquido. Se uma lesão abrir um cisto, um líquido claro vazará.

As MFL/linfangiomas normalmente não causam dor e não devem causar coceira. Esses cistos são quase sempre benignos (não cancerosos) e raramente representam risco de vida. Os casos de risco de vida dependem do tamanho e da localização do cisto, especialmente se o cisto bloquear um órgão vital como os olhos, a boca ou os pulmões e impedir que o seu filho use o corpo como deveria.

Qual é a diferença entre malformações vasculares e hemangiomas?

Malformações vasculares e hemangiomas resultam de irregularidades nos vasos sanguíneos (anomalias vasculares). Ambos podem causar manchas semelhantes a marcas de nascença, mas existem diferenças:

Os hemangiomas são um tipo de tumor vascular não canceroso (benigno). Eles se formam quando os vasos sanguíneos se aglomeram sob a pele. Os hemangiomas com aspecto de “morango”geralmente aparecem após o nascimento. Eles crescem rapidamente durante os primeiros seis meses de vida de uma criança. Esses tumores raramente causam problemas e geralmente desaparecem sem tratamento, com o passar do anos.  Quando os hemangiomas são grandes ou afetam a função ou causam dor ou outros problemas, eles geralmente podem ser tratados com um medicamento que os faz encolher mais rapidamente. Só muito raramente é necessária uma cirurgia.

As malformações vasculares estão presentes desde o nascimento, mas podem não ser perceptíveis até a infância ou mesmo a idade adulta. Eles crescem lentamente e podem se estender mais profundamente nos tecidos e estruturas próximas, causando problemas. As malformações vasculares freqüentemente requerem tratamento.

O que causa o MFL/linfangioma?

A causa exata dos linfangiomas é desconhecida, mas eles ocorrem porque o sistema linfático do seu filho não se forma adequadamente durante o desenvolvimento fetal.

Seu corpo possui uma rede de vasos, tecidos e órgãos que transportam o fluido linfático, que contém glóbulos brancos, através da corrente sanguínea e dos tecidos. Essa rede é o sistema linfático e regula a quantidade de fluido existente em seu corpo para ajudar o sistema imunológico a funcionar adequadamente. Como uma mangueira que transporta água, seu sistema linfático flui constantemente.

Às vezes, o fluido no vaso linfático retorna, semelhante a uma dobra em uma mangueira. Essa torção cria uma poça de fluido linfático que se acumula na frente do bloqueio. Como resultado, a poça de líquido aparece como uma protuberância cheia de líquido na pele (cisto).

Diagnóstico

Como a MFL/linfangioma é diagnosticado?

Dependendo do tamanho da MFL/linfangioma, uma ultrassonografia pré-natal pode detectar o cisto antes do nascimento. Depois que seu bebê nascer, seu médico examinará o cisto. Eles podem solicitar um ultrassom ou ressonância magnética para saber mais sobre o tamanho e o que causou o crescimento.

Se não houver linfangiomas presentes quando o seu filho nascer, os cistos poderão se formar entre o nascimento e os 2 anos de idade, às vezes até os 5 anos. Os cistos tornam-se mais visíveis com a idade.

 

 

Meningiomas

Meningiomas

 

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Meningioma é um tumor que se forma nas meninges, que são três camadas de tecido que cobrem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Os meningiomas se originam principalmente das células aracnóides, que são células dentro da fina membrana semelhante a uma teia de aranha que cobre o cérebro e a medula espinhal. Esta é uma das três camadas que constituem as meninges.

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A maioria dos meningiomas são benignos, embora às vezes possam ser malignos. Em geral, se um tumor é maligno, significa que é agressivo, pode invadir outros tecidos e potencialmente se espalhar para outras partes do corpo. Um tumor benigno não se espalha para outras partes do corpo.

Os meningiomas são mais frequentemente encontrados perto da parte superior e externa do cérebro. Eles também podem se formar na base do crânio. Meningiomas espinhais são raros.

Os meningiomas tendem a crescer lentamente e para dentro. Freqüentemente, eles terão crescido bastante antes de serem diagnosticados. Mesmo os meningiomas benignos podem crescer o suficiente para serem fatais se comprimirem e afetarem áreas próximas do cérebro.

Existem vários tipos diferentes de meningiomas com base na sua localização e tipo de tecido. Alguns exemplos de localização incluem:

  • Meningiomas convexos, que crescem na superfície do cérebro e podem exercer pressão sobre o cérebro à medida que crescem.
  • Meningiomas intraventriculares, que crescem dentro dos ventrículos do cérebro. Seus ventrículos transportam líquido cefalorraquidiano (LCR).
  • Meningiomas do sulco olfativo estão localizados entre o cérebro e o nariz, na base do crânio. Eles crescem perto do nervo olfativo, responsável pelo olfato.
  • Meningiomas da asa esfenoidal, que se formam ao longo de uma crista óssea atrás dos olhos.

Existem também 15 variações de meningiomas de acordo com o tipo de célula visto ao microscópio.

Quem o meningioma afeta?

Os meningiomas afetam muito mais comumente adultos do que crianças, embora as crianças ainda possam desenvolvê-los. A idade média ao diagnóstico é de 66 anos. Os afrodescendentes tendem a ter taxas mais altas de meningioma comparado com as demais etnias.

O sexo feminino tem maior probabilidade de ter meningioma comparado ao  sexo masculino. Isto provavelmente se deve a fatores hormonais que contribuem para o desenvolvimento de meningiomas.

No entanto, meningiomas malignos são encontrados com mais frequência no sexo masculino.

Qual a inicidência do meningioma?

Meningiomas são o tipo mais comum de tumor cerebral, logo tem uma frequência significativa. Aproximadamente 97 em cada 100.000 pessoas são diagnosticadas com meningioma.

Sintomas e causas

Quais são os sintomas do meningioma?

Como os meningiomas são tipicamente tumores de crescimento lento, eles podem não causar sintomas perceptíveis até que cresçam o suficiente para empurrar estruturas importantes ao seu redor. Os sintomas do meningioma podem variar muito dependendo de qual parte do cérebro é afetada por ele.

Certas localizações de meningioma estão associadas a certos sintomas neurológicos. Por exemplo:

Os meningiomas do sulco olfativo levam à perda parcial ou total do olfato (anosmia).

Os meningiomas da linha média frontal posterior podem causar paralisia das pernas e da parte inferior do corpo (paraplegia).

Os meningiomas da asa esfenoidal resultam na síndrome do seio cavernoso e no abaulamento de um ou ambos os olhos em relação à sua posição natural (proptose).

Os sintomas mais comuns de meningiomas cerebrais incluem:

  • Dores de cabeça.
  • Náuseas e vômitos.
  • Alterações na sua visão, como visão dupla, embaçamento ou perda de visão.
  • Perda auditiva.
  • Convulsões.
  • Mudanças comportamentais ou de personalidade.
  • Problemas de memória.
  • Reflexos hiperativos ou superresponsivos (hiperreflexia).
  • Fraqueza muscular em certas áreas do corpo.
  • Paralisia em certas áreas do seu corpo.

Os sintomas mais comuns de meningiomas espinhais incluem:

  • Dor no local do tumor.
  • Problemas neurológicos, como fraqueza, tônus ​​muscular deficiente (hipotonia) e respostas reflexas diminuídas ou ausentes (hiporeflexia).

Se você estiver apresentando algum desses sintomas, é importante informar o seu médico o mais rápido possível.

 

O que causa um meningioma?

Não há dados na literatura que expressam a conclusão definitiva da causa específica dos meningiomas. Porém alguns estudos apontam  que 40% a 80% de todos os meningiomas apresentam uma anormalidade no cromossomo 22, que está envolvido na supressão do crescimento de tumores. Isso ocorre predominantemente de forma espontânea (aleatória) ou raramente como parte de certas condições genéticas (herdadas).

Até agora, os cientistas identificaram certos fatores de risco ambientais, hormonais e genéticos para meningiomas.

Diagnóstico e testes

Como é diagnosticado um meningioma?

Um meningioma pode ser difícil de diagnosticar porque muitas vezes cresce lentamente e muitas vezes não causa sintomas até ser grande o suficiente para afetar áreas vizinhas do cérebro. Além disso, a maioria dos meningiomas tem crescimento lento e afeta principalmente adultos. Os sintomas podem ser tão leves que a pessoa afetada e/ou seu médico podem atribuí-los aos sinais normais de envelhecimento.

Para diagnosticar um meningioma, seu médico realizará um exame físico e um exame neurológico. Eles também recomendarão testes de imagem, como:

  • Ressonância magnética cerebral (ressonância magnética): O melhor exame de imagem para diagnosticar meningioma é uma ressonância magnética cerebral com contraste.
  • Tomografia computadorizada (tomografia computadorizada): Se você não puder fazer uma ressonância magnética, seu médico provavelmente recomendará uma tomografia computadorizada de crânio com contraste.

Às vezes, se o diagnóstico for duvidoso, pode ser necessária uma biópsia para confirmar o diagnóstico de meningioma e excluir outros diagnósticos possíveis. Seu neurocirurgião realizará a biópsia para obter uma pequena amostra de tecido. A amostra de tecido será examinada para estabelecer um diagnóstico, determinar se o tumor é benigno ou maligno e decidir o grau do tumor.

Tratamento:

O tratamento curativo do meningioma é realizado pela cirurgia aberta, porém como este é um tipo de tumor altamente vascularizado, em algumas situações o tratamento pre-operatório imediato com a embolização, é de grande serventia. Pois além de reduzir as complicações como sangramento no peri-operatório, pode auxiliar em reduzir o tamanho da lesão.Inserir os links aqui

MFVG - Malformação da Veia de Galeno

MFVG - Malformação da Veia de Galeno

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O que é uma malformação da veia Galeno?

 

A malformação da veia de Galeno (MFVG) é um tipo de anomalia rara dos vasos sanguíneos dentro do cérebro. Na (MFVG), as artérias que deveriam ter regredido durante a gestação do cérebro, conectam-se diretamente à veia de galeno, ao invez de passar pelos capilares, o que ajuda a retardar o fluxo sanguíneo. Isso causa um fluxo de sangue com alta pressão nas veias.

Essa pressão extra nas veias pode causar vários problemas:

O fluxo de sangue em direção ao coração e aos pulmões força o coração a trabalhar horas extras para levar o sangue para o resto do corpo. Isso pode levar à insuficiência cardíaca congestiva em alguns bebês.

A pressão arterial nas artérias que vão do coração aos pulmões pode aumentar, causando uma doença grave chamada hipertensão pulmonar.

A alta pressão nas veias pode impedir que o cérebro do bebê seja drenado adequadamente. Isso pode levar a lesões cerebrais generalizadas e, às vezes, causa grave perda de tecido cerebral.

Alguns bebês podem desenvolver hidrocefalia (cabeça aumentada) se a (MFVG) bloquear o fluxo normal de drenagem no cérebro.

Se não for diagnosticado e tratado precocemente, a (MFVG) pode causar problemas graves e até ser fatal.

 

Sintomas e causas

Quais são os sintomas da malformação da veia de Galeno?

Os sintomas de (MFVG) geralmente começam logo após o nascimento ou durante a primeira infância.

Os sintomas comuns podem incluir:

  • Insuficiência cardíaca, geralmente no primeiro ou segundo dia de vida
  • Hidrocefalia
  • Veias não usualmente proeminentes no rosto e couro cabeludo
  • Atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor
  • Sangramento cerebral

 

Quais são as causas da malformação da veia de Galeno?

Uma (MFVG) ocorre durante o desenvolvimento pré-natal inicial do bebê, geralmente durante o primeiro trimestre. Não se sabe exatamente o que causa um (MFVG), mas provavelmente é genético.

 

Diagnóstico e Tratamentos

Como é diagnosticada a malformação da veia de Galeno?

O (MFVG) é frequentemente observado em uma ultrassonografia pré-natal no final da gravidez e, em outros casos, é diagnosticado após o nascimento.

A principal técnica de imagem utilizada para diagnosticar malformações da veia de Galeno é a ressonância magnética (RM).

Outros testes podem incluir:

Angiografia por tomografia computadorizada (ANGIO-TC)

Angiografia por ressonância magnética (ANGIO-RM)

 

Quais são os tratamentos para a malformação da veia de Galeno?

 

 

O objetivo do tratamento de uma (MFVG) é eliminar ou diminuir o máximo possível do fluxo sanguíneo através da (MFVG), enquanto maximiza o suprimento de sangue para o cérebro.

O tratamento mais comum é a embolização endovascular, um procedimento minimamente invasivo. Para este procedimento, o neurorradiologista intervencionista (NRI) insere um cateter (um tubo fino e flexível) numa artéria na virilha da criança através de uma pequena incisão. O NRI guia o cateter até o cérebro e injeta um material especial (como um tipo de cola ou molas extra-soft) nos vasos sanguíneos da (MFVG) para interromper o fluxo sanguíneo.

A maioria das crianças não apresenta dor ou outros sintomas com a embolização e a maioria consegue deixar o hospital em poucos dias. Algumas crianças precisarão passar vários dias na UTI para observação, a depender do quadro clínico e da gravidade de cada caso.

 

Nasoangiofibroma Juvenil

Nasoangiofibroma Juvenil

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O Nasoangiofibroma juvenil (NAFJ) refere-se a um tumor não maligno e hipervascularizado atrás do nariz. Esses crescimentos raros e podem crescer rapidamente e causar sérios danos às estruturas ósseas circundantes, incluindo seios da face, órbitas oculares, crânio e cérebro. A maioria dos NAFJ ocorre em adolescentes do sexo masculino.

Com que idade ocorre o Nasoangiofibroma juvenil (NAFJ)?

A grande maioria dos tumores NAFJ, cresce em meninos adolescentes ou pré-púberes do sexo masculino, com idades entre 10 e 20 anos. Muito raramente, pode aparecer em homens mais velhos ou meninos a partir dos 7 anos de idade. Os NAFJ raramente acometem mulheres.

Quão raro é um tumor NAFJ?

Nos Estados Unidos, ocorrem apenas cerca de 50 novos casos a cada ano. No Brasil ainda não temos literatura fidedigna e atual dessa patologia.

Sintomas e causas

Quais são os sintomas de um NAFJ?

Nos estágios iniciais, os sintomas incluem:

  • Sangramentos nasais frequentes ou graves.
  • Congestão nasal.
  • Nariz escorrendo.

Os sintomas pioram à medida que o tumor cresce. Os sintomas avançados podem incluir:

  • Inchaço facial, especialmente nas bochechas.
  • Olhos lacrimejantes.
  • Pálpebras caídas e olhos esbugalhados.
  • Dores de cabeça.
  • Perda de visão.
  • Visão dupla.
  • Perda auditiva.
  • Problemas de fala.
  • Apneia do sono.
  • Dormência facial.

O que causa o nasoangiofibroma juvenil?

Os especialistas não entendem completamente o que causa o NAFJ. Como esses tumores ocorrem quase exclusivamente em pessoas ao sexo masculino, os hormônios provavelmente desempenham um papel na sua fisiopatologia. Não dados na literatura que confirmem que os tumores NAFJ tenha origem hereditária.

 

Fatores de risco para ter nasoangiofibroma juvenil?

Não existem muitos fatores de risco claros para NAFJ. Mesmo que a condição não seja hereditária, é mais provável que você desenvolva o tumor se algum membro da sua família biológica tiver polipose adenomatosa familiar (PAF) – uma doença rara em que se formam pólipos pré-cancerosos no intestino grosso. Essa relação ainda está sendo validada pela literatura médica.

Quais são as complicações do nasoangiofibroma juvenil?

Se não for tratado, o angiofibroma nasofaríngeo pode levar a:

  • Dificuldade em respirar.
  • Problemas de visão, audição e fala.
  • Anormalidades faciais, como pálpebras caídas ou olhos esbugalhados.
  • Perda do olfato (anosmia).
  • Sangramentos nasais graves e perda maciça de sangue.
  • Mudança de estado mental.

Diagnóstico e testes

Como é diagnosticado o nasoangiofibroma juvenil?

Um profissional de saúde pode diagnosticar NAFJ durante um exame. Depois de olhar seu nariz, eles perguntarão sobre seus sintomas. Eles também podem encaminhá-lo a um otorrinolaringologista  para exames adicionais.

Que testes podem ajudar a diagnosticar o NAFJ?

  • Tomografias computadorizadas (TC)
  • RM (ressonância magnética).
  • Varreduras PET-CT (tomografia por emissão de pósitrons).

Eles também podem realizar endoscopia nasal para observar o tumor.

Tratamento

Como é tratado o nasoangiofibroma juvenil?

O tratamento depende do tamanho e localização do tumor. A embolização dos vasos sanguíneos, associado a cirurgia é o tratamento eleito como padrão ouro na maioria dos centros no Brasil e no mundo.

Perspectiva / Prognóstico

O que posso esperar se eu ou alguém que amo tiver NAFJ?

Se você ou alguém que você conhece tem NAFJ, o tratamento imediato é fundamental. Seu médico determinará um plano de tratamento apropriado com base em sua situação específica.

Qual é o prognóstico para NAFJ?

A perspectiva para pessoas com nasoangiofibroma juvenil, depende do tamanho e da localização do tumor. Na maioria dos casos, uma equipe multi-disciplinar com um neurorradilogista intervencionista e um otorrinolaringologista, é a melhor opção. Após o tratamento, seu médico agendará exames de imagem regulares para verificar sinais de recorrência (novo crescimento).

Em até 50% dos casos, os tumores NAFJ voltam a crescer após a remoção cirúrgica. O novo crescimento geralmente ocorre dentro de dois anos após a cirurgia, geralmente porque um pedaço do tumor ainda permanece. Se o tumor começar a crescer novamente, seu médico poderá agendar outra cirurgia associada a embolização ou recomendar tratamentos alterativos como a radiação para reduzi-lo.

Vivendo com o NAFJ

Quando devo ligar para meu médico?

Você deve agendar uma consulta com seu médico se desenvolver:

  • Sangramentos nasais frequentes.
  • Dificuldade em respirar.
  • Congestão nasal persistente.
  • Nariz escorrendo.

 

Que perguntas devo fazer ao meu médico?

Se você ou seu filho receberam um diagnóstico de NAFJ, aqui estão algumas perguntas que você pode querer fazer em sua próxima consulta:

 

-Qual é a localização exata do tumor?

-Quão grande é isso?

-Você acha que pode removê-lo com embolização + cirurgia?

-Quais são as chances do tumor voltar?

-Com que frequência devo fazer exames de imagem?

 

Nota do Dr Leonardo Zibetti Sganzerla

Um diagnóstico de NAFJ pode parecer assustador e opressor. Mesmo que os tumores NAFJ não sejam malignos, eles podem se espalhar para áreas ósseas e nas partes moles circundantes, como seios da face, crânio e cérebro, resultando em uma ampla gama de complicações. A embolização + cirurgia é a combinação terapêutica ideal para tumores de NAFJ, mas algumas vezes pode ser necessário outras sessões no caso de recidiva do tumor. Converse com seu médico assistente sobre recursos adicionais, incluindo grupos de apoio locais ou online que podem ajudá-lo durante este período desafiador.

 

 

Retinoblastomas

Retinoblastomas

O Retinoblastoma é um câncer ocular infantil. É raro e tem uma taxa de sobrevivência geral muito alta. Acontece quando as células da retina na parte posterior do olho se multiplicam incontrolavelmente. A detecção precoce de sintomas, como pupila branca ou pálida (leucocoria), especialmente observada no reflexo do olho nas fotografias, aumenta a probabilidade de um bom resultado.

 

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O que é Retinoblastoma?

O Retinoblastoma é um tipo de câncer ocular que começa na retina, a camada de células sensíveis à luz na parte posterior do olho. É o câncer ocular infantil mais comum.

O Retinoblastoma pode ocorrer em um ou ambos os olhos. Cerca de 1 em cada 4 casos afeta ambos os olhos. Os especialistas suspeitam que isso acontece devido a um mau funcionamento nas células jovens da retina em desenvolvimento. O diagnóstico ocorre antes dos 3 anos de idade em 4 de 5 casos. Em casos raros, os adultos também podem desenvolver a doença após uma pausa no desenvolvimento inicial do tumor.

Tipos de Retinoblastoma

Existem três tipos de Retinoblastoma:

  • Unilateral: Significa “unilateral”, portanto afeta apenas um olho.
  • Bilateral: Significa “bilateral”, por isso afeta ambos os olhos.
  • Trilateral: Isso significa que você tem câncer em três lugares. Cada olho reflete um desses lugares. O terceiro lugar está na glândula pineal, dentro do cérebro. (O câncer que afeta essa glândula é chamado de pineoblastoma.)

Cerca de 60% dos casos de Retinoblastoma são unilaterais. Os casos bilaterais e trilaterais representam os outros 40%.

Quão comum é o Retinoblastoma?

O Retinoblastoma é raro. Existem cerca de 3,3 casos por 1 milhão de pessoas com menos de 20 anos. Nessa faixa etária, ocorrem pouco mais de 300 novos casos anualmente nos EUA e pouco menos de 9.000 novos casos em todo o mundo.

Diagnóstico e testes

Como o Retinoblastoma é diagnosticado?

Os pais (ou cuidadores) podem ser os primeiros a ver a leucocoria e avisar o pediatra do filho, que também poderá procurá-la. Um pediatra (ou outro profissional de saúde com função semelhante) pode confirmar a leucocoria durante um exame ou pode observar leucocoria durante exames físicos de rotina que monitoram o desenvolvimento infantil.

Assim que o pediatra vê leucocoria, o próximo passo geralmente é um encaminhamento urgente para um oftalmologista ou outro oftalmologista. Um oftalmologista tentará ver o retinoblastoma diretamente, olhando para o interior do olho. Para crianças pequenas, isso pode envolver o uso de colírios medicamentosos para dilatar as pupilas ou a realização de um exame oftalmológico sob anestesia.

Os exames de imagem são prováveis, pois podem procurar tumores mais difíceis de ver no outro olho ou tumores correspondentes no cérebro (como o pineoblastoma).

As varreduras de imagem que eles podem usar incluem:

  • Ultrassonografia: Esta varredura pode mostrar acúmulos de cálcio que são comuns no Retinoblastoma.
  • Tomografia computadorizada (TC): O Retinoblastoma geralmente envolve acúmulos de cálcio, que também são visíveis na tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética (RM): Esta é a melhor varredura para imagens detalhadas dos diferentes tecidos e estruturas dentro do seu corpo. Demora mais e é mais caro, por isso muitas vezes não é o primeiro teste. Ainda assim, é uma forma vital de ver até que ponto um tumor se espalhou ou detectar tumores em outras partes do outro olho ou cérebro.
  • Tomografia por emissão de pósitrons (PET): Este teste pode ocorrer no início do processo de diagnóstico e tratamento ou muito depois. É especialmente útil para detectar se o tumor metastatizou para outros locais ou se outros tumores se desenvolveram em outros lugares.

 

Tratamento

Como o Retinoblastoma é tratado?

Existem várias maneiras de tratar o Retinoblastoma. Freqüentemente, o tratamento envolve uma combinação de métodos. Eles podem acontecer simultaneamente ou em sequência.

O Retinoblastoma é a forma mais comum de câncer infantil, mas felizmente é raro. E quando isso acontece, as probabilidades globais de um bom resultado são elevadas, especialmente com diagnóstico e tratamento precoces. Conte com o auxilio de um neurorradiologista para auxiliar no tratamento definitivo ou ser mais uma opção que auxiliará o tratamento definitivo.

Os pais e outros cuidadores são fundamentais na detecção precoce e no diagnóstico do Retinoblastoma. Certifique-se de que seu filho faça exames regulares e converse rapidamente com o pediatra do seu filho se notar um reflexo incomum da pupila do olho, de cor branca ou pálida, nas fotos de seu filho. Fazer isso pode ajudar seu filho a receber cuidados.

 

 

Síndrome de Vasoconstrição Cerebral Reversível

Síndrome de Vasoconstrição Cerebral Reversível

O que é a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR)?

A síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) é uma condição que ocorre quando os vasos sanguíneos sofrem espasmos e se contraem repentinamente (apertam ou estreitam) no cérebro. Dores de cabeça em trovoada repentinas e extremamente dolorosas são um sinal revelador de síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR). Também pode causar sintomas muito semelhantes aos de uma enxaqueca ou acidente vascular cerebral, ou sangramento no cérebro.

Dores de cabeça em trovoada são uma emergência médica. Eles são o principal sintoma de sangramento dentro e ao redor do cérebro. Se você tem (ou está com alguém que tem) uma dor de cabeça que começa repentinamente, atinge a intensidade máxima imediatamente ou “parece a pior dor de cabeça que já tive”, ligue para o SAMU (ou para o número do serviço de emergência local) imediatamente.

A SVCR também é conhecida como síndrome de Call-Fleming. Esse nome vem de dois médicos, George Call e Marie Fleming, que reconheceram pela primeira vez a SVCR como uma condição distinta e a descreveram em 1988. Mas esse nome não é amplamente utilizado.

Sintomas e causas

Quais são os sintomas da síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR).?

Todos os sintomas da SVCR provêm de interrupções na circulação sanguínea em todo o cérebro. Isso causa:

  • Dores de cabeça trovejantes.
  • Sensibilidade à luz (fotofobia).
  • Sensibilidade sonora (fonofobia).
  • Náuseas e vômitos.
  • Mudanças na visão ou dificuldade para enxergar.
  • Fraqueza muscular.
  • Confusão.
  • Convulsões.
  • Dificuldade em falar ou compreender os outros quando falam (afasia).

A síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR).  também pode causar hemorragia subaracnóidea (HSA), um tipo de sangramento entre o cérebro e o crânio. A HSA é uma emergência médica. Além dos sintomas de SVCR acima, os sintomas de HSA podem incluir:

  • Rigidez no pescoço ou dores musculares no pescoço e nos ombros.
  • Mudanças de personalidade e humor, incluindo irritabilidade.
  • Dormência que afeta uma parte do seu corpo.

O que causa a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR).?

Os vasos sanguíneos possuem um revestimento de músculo liso dentro deles. É assim que eles se estreitam e se alargam para limitar e aumentar o fluxo sanguíneo. Mas essa camada muscular também pode sofrer espasmos e contrair-se de uma forma que interrompe o fluxo sanguíneo. Isso é chamado de vasoespasmo.

Pense no sangue fluindo pelos vasos sanguíneos como um líquido fluindo por um canudo. Aperte ou amasse o canudo e o líquido não poderá fluir tão bem ou de todo. O vasoespasmo é como o canudo se apertando e desapertando. Como o cérebro tem uma demanda muito alta por fluxo sanguíneo, mesmo uma pequena redução no fluxo sanguíneo pode atrapalhar o funcionamento cerebral.

O vasoespasmo pode ocorrer devido ou em conexão com muitos fatores e causas. Estas podem ser causas diretas ou fatores de risco que aumentam suas chances de desenvolver SVCR. Exemplos comuns incluem:

  • Gravidez e condições relacionadas à gravidez.
  • Medicamentos e uso de drogas não médicas.
  • Condições de saúde.
  • Procedimentos médicos.

Gravidez e condições relacionadas à gravidez

A gravidez é o fator mais comum que causa ou contribui para a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR). Mais da metade de todos os casos de SVCR.  acontecem após o parto (pós-parto), especialmente nas primeiras seis semanas. A literatura médica pondera a possibilidade que este fato esteja relacionado a alterações nos níveis hormonais. Isso pode acontecer mesmo que você não tenha tido uma doença relacionada à gravidez, como pré-eclâmpsia, eclâmpsia ou síndrome HELLP.

Uso de drogas e substâncias médicas e não médicas

Os medicamentos que afetam o sistema circulatório podem causar ou contribuir para a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR). Exemplos de tipos de medicamentos que podem fazer isso incluem:

  • Antidepressivos, especialmente inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS).
  • Medicamentos para enxaqueca, incluindo triptanos e medicamentos à base de ergotamina.
  • Medicamentos imunossupressores.
  • Medicamentos que tratam a doença de Parkinson.
  • Estimulantes, como anfetaminas (prescritas e não médicas), cocaína e pseudoefedrina.
  • Maconha
  • Bebidas como cafeína e energéticos.
  • Adesivos de nicotina.
  • Psicodélicos (alucinógenos) como LSD ou MDMA (frequentemente conhecidos como “êxtase” ).

 

Condições de saúde

Condições que afetam o cérebro ou o fluxo sanguíneo dentro dele podem causar ou contribuir para a RCVS. Os exemplos incluem:

  • Pessoas com enxaqueca têm maior chance de desenvolver síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR), comparadas com aquelas que não apresentam.
  • Níveis elevados de cálcio (hipercalcemia). Muito cálcio no sangue pode atrapalhar o funcionamento do revestimento muscular dos vasos sanguíneos.
  • Síndrome de encefalopatia reversível posterior (PRES). Isso é semelhante ao síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) e pode acontecer ao mesmo tempo. Mas a PRES afeta principalmente a parte posterior do cérebro, enquanto a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR), ocorre em todo o cérebro.
  • Fatores e condições relacionados aos hormônios. Os especialistas suspeitam que os hormônios sexuais, especialmente o estrogênio, são parte da razão pela qual a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) Isso também explica por que é mais provável que afete as pessoas do sexo feminino.
  • Genética. Algumas condições que você pode herdar podem aumentar o risco de síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR). Um exemplo é o feocromocitoma, que causa tumores (benignos que podem torna-se malignos) que liberam catecolaminas (principalmente a adrenalina) extra no sangue. Outra é a porfiria, que faz com que certas substâncias químicas que seu corpo normalmente produz atinjam níveis prejudiciais.

 

Quais são as complicações da R síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR)?

Nos últimos anos, os especialistas pensavam que a SVRS era geralmente uma condição benigna (inofensiva). No entanto, pesquisas mais recentes mostram que nem sempre é esse o caso. Até 30% das pessoas com síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) apresentam uma perda leve e duradoura de uma capacidade, como fraqueza muscular persistente ou dificuldades de equilíbrio. Cerca de 8% das pessoas têm um problema duradouro mais grave.

Pessoas com síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) também podem desenvolver complicações mais graves nos dias seguintes aos sintomas iniciais. As possíveis complicações incluem:

                            -AVC isquêmico.

-HSA hemorragia sub-aracnóide

-Doença da substância branca (leucoencefalopatia).

-Convulsões.

-Dores de cabeça trovoadas também podem acontecer novamente (recorrentes). Isso geralmente acontece dentro de uma semana, mas às vezes até quatro semanas. Algumas pessoas também desenvolvem uma dor de cabeça duradoura (persistente), mas geralmente é leve.

 

Diagnóstico e testes

Como a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) é ​​diagnosticado?

Os provedores diagnosticam síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) com uma combinação de métodos. Estes incluem:

  • Um exame físico e neurológico.
  • Testes de laboratório, especialmente exames de sangue para procurar problemas de coagulação, infecções, desequilíbrios eletrolíticos, etc.
  • Screaning/Varredura em exames de diagnóstico por imagem.

Investigações através de exames de imagem: varreduras de imagem (Screaning)

As varreduras de imagem (Screaning) costumam ser a ferramenta mais útil para o diagnóstico de síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR). Os profissionais de saúde podem usá-los para “ver” o cérebro e encontrar problemas. Alguns exames de imagem podem observar o fluxo sanguíneo e o estreitamento dos vasos sanguíneos, enquanto outros podem mostrar áreas que não estão recebendo fluxo sanguíneo suficiente.

As varreduras de imagem que podem ajudar no diagnóstico de SVCR incluem:

  • Varreduras de tomografia computadorizada (TC), especialmente angiotomografias.
  • Exames de ressonância magnética (RM), especialmente Angio RM.
  • Ultrassonografia Doppler transcraniana.

Pessoas com síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) podem precisar fazer uma tomografia computadorizada e uma ressonância magnética. Uma tomografia computadorizada com contraste é mais rápida e pode ajudar a diagnosticar ou descartar um acidente vascular cerebral, pois pode detectar bloqueios de vasos sanguíneos dentro do cérebro.

Uma ressonância magnética ou ressonância magnética é muitas vezes necessária quando um profissional de saúde descarta um acidente vascular cerebral. Isso ocorre porque uma ressonância magnética ou Angio RM, pode mostrar vasoespasmo no momento em que ocorre ou mostrar quaisquer efeitos persistentes após sua interrupção. Se a tomografia computadorizada e a ressonância magnética não forem suficientes, seu médico poderá solicitar imagens diagnósticas mais precisas como a angiografia cerebral digital por subtração GERAR UM LINK PARA ESSE EXAME

Tratamento

Como o SRCR é ​​tratada e há cura?

Como o nome sugere, a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) é ​​uma condição muito tratável. Isso pode envolver interromper ou remover o que quer que esteja causando o vasoespasmo (se houver uma causa óbvia). Feito isso (ou se não for necessário ou possível), os profissionais se concentrarão no tratamento do vasoespasmo.

Os medicamentos mais comuns para o tratamento do vasoespasmo são os bloqueadores dos canais de cálcio (BCC). Impedir que as células usem cálcio evita que o revestimento muscular liso dos vasos sanguíneos flexione e tenha espasmos quando não deveria. Isso faz com que os vasos sanguíneos relaxem e se alarguem, aumentando o fluxo sanguíneo.

Em alguns casos, os profissionais de saúde podem recomendar um procedimento endovascular, realizado por um neurorradiologista intervencionista. Estes são procedimentos que tratam vasos sanguíneos estreitados por dentro, ou seja os vasoespasmos. O neurorradiologista intervencionista realiza uma punção de cerca de 4 mm na virilha ou no pulso, progride um cateter e em seguida, o encaminha até o cérebro. Uma vez lá, o médico neurorradiologista intervencionista pode inflar um cateter balão e alargar a artéria (angioplastia) ou administrar medicamentos diretamente nos vasos que sofrem vasoespasmo, para aumentar o fluxo cerebral.

 

Complicações ou efeitos colaterais do tratamento

As possíveis complicações ou efeitos colaterais dependem principalmente do(s) tratamento(s) que você recebe. O seu médico neurorradiologista é a melhor fonte de informações sobre possíveis complicações e efeitos colaterais que podem afetá-lo. Eles também podem lhe dizer o que observar e o que fazer se surgirem efeitos colaterais ou sintomas de complicações.

Quanto tempo após o tratamento me sentirei melhor?

Com o tratamento, a maioria das pessoas se recupera da síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) em alguns dias ou algumas semanas.

Perspectiva / Prognóstico

O que posso esperar se tiver (SVCR)?

Se você tiver (SVCR), o primeiro sintoma mais provável será uma dor de cabeça em trovoada, que é súbita e intensa. As pessoas os descrevem como “a pior dor de cabeça que já tive”. Uma dor de cabeça trovoada é sempre uma emergência médica, e você deve ligar para o SAMU (ou o número do serviço de emergência local) imediatamente se você ou alguém com quem você tiver um.

A (SVCR) também pode causar sintomas semelhantes aos que ocorrem com enxaqueca ou acidente vascular cerebral. Pode causar interrupções no funcionamento de certas áreas do cérebro, afetando a visão, a audição, a capacidade de falar e compreender os outros, o equilíbrio e muito mais.

Algumas pessoas podem experimentar uma perda de habilidades permanente ou de longo prazo. Mas, com um tratamento rápido, geralmente há boas chances de você não ter problemas permanentes ou de longo prazo.

Quanto tempo dura a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível?

A duração da (SVCR) depende da causa, da rapidez com que você recebe o tratamento e dos tratamentos que recebe. Como vários fatores podem desempenhar um papel, seu médico é a melhor pessoa para perguntar o que você pode esperar.

Quais são as perspectivas para o (SVCR)?

A maioria (80% a 85%) das pessoas se recupera totalmente, sem sintomas duradouros. Cerca de 10% das pessoas terão problemas menores duradouros (dificuldades sutis com certas habilidades).

Infelizmente, a (SVCR) pode ter complicações graves. Estes são incomuns, mas incluem complicações potencialmente fatais, como acidente vascular cerebral. Por isso, um diagnóstico e tratamento rápidos são muito importantes para aumentar suas chances de um bom resultado.

Como posso cuidar de mim mesmo se tiver (SVCR)?

Se você tiver (SVCR), seu médico pode recomendar tratamento contínuo para evitar que isso aconteça novamente. Eles também podem recomendar mudanças no estilo de vida para reduzir o risco de retorno dessa condição.

Possíveis alterações podem incluir:

  • Interromper os medicamentos que causaram a (SVCR) e evitá-los no futuro.
  • Tomar medicamentos regularmente para ajudar a evitar futuros sintomas de (SVCR)
  • Evitar o uso de drogas não médicas, especialmente drogas que possam afetar o sistema circulatório. Isso inclui estimulantes e maconha.
  • Reduzir o consumo de cafeína ou bebidas energéticas, ou simplesmente não consumi-las.

Quando devo consultar meu médico ou procurar atendimento?

Se você tiver (SVCR), seu médico provavelmente recomendará o agendamento de visitas de acompanhamento para monitorar seus sintomas e ajustar os tratamentos conforme necessário. Consultar seu médico para acompanhamento permite que ele detecte sinais de alerta precoce de sintomas ou complicações de (SVCR).

Quando devo ir ao pronto-socorro?

Você deve ir ao pronto-socorro se os sintomas da (SVCR) retornarem, especialmente dores de cabeça em trovoada ou quaisquer sintomas semelhantes aos de um acidente vascular cerebral. Estas são sempre emergências médicas. Uma perspectiva de “esperar para ver” pode ser perigosa. Não demore para obter ajuda.

Que perguntas devo fazer ao meu médico?

As perguntas que você pode fazer ao seu médico incluem:

-O que causou meu (SVCR)?

-Que sintomas devo observar no futuro?

-Que sintomas ou efeitos significam que preciso ligar para o seu consultório ou ir ao hospital?

-O que posso fazer para prevenir a (SVCR)?

-Quais medicamentos devo evitar?

-Que recursos estão disponíveis para me ajudar a interromper o uso de medicamentos não medicinais que possam contribuir para os meus sintomas?

-Perguntas comuns adicionais

-Quão comum é o (SVCR)?

Os especialistas suspeitam que a (SVCR) seja relativamente comum. É mais comum entre indivíduos do sexo feminino com idades entre 20 e 50 anos.

No entanto, não é fácil definir exatamente o quão comum é o (SVCR) por vários motivos:

  • Casos menos graves podem ir e vir e as pessoas podem não perceber que os têm.
  • É possível confundir (SVCR) com outra condição, como enxaqueca ou sangramento cerebral.
  • Os especialistas descreveram a (SVCR) pela primeira vez em 1988, portanto é uma condição relativamente nova. Mais pesquisas são necessárias para melhor entendê-lo.

Nota do Dr Leonardo Zibetti Sganzerla

A síndrome vasoconstritiva cerebral reversível (SVCR) é uma condição que causa dor e sintomas súbitos e intensos. É um sinal de que algo está interrompendo o fluxo sanguíneo dentro do seu cérebro. Os sintomas da (SVCR) são muito difíceis de distinguir daqueles que ocorrem com AVC isquêmicos e hemorrágicos, por isso é sempre importante obter atendimento médico de emergência sem demora.

Como o nome sugere, a (SVCR) é ​​muito tratável. A melhor coisa que você pode fazer se sentir os sintomas é procurar atendimento médico de emergência imediatamente. Um profissional de saúde pode diagnosticar e tratar você rapidamente e evitar complicações perigosas.

 

Tinidus Pulsátil
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Tinidus Pulsátil

 

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O zumbido pulsátil é uma forma rara de zumbido. Pessoas com zumbido pulsátil ouvem ruídos que podem ser altos ou baixos, mas que geralmente acontecem no mesmo ritmo dos batimentos cardíacos. Assim como o zumbido, o zumbido pulsátil não é uma condição. É um sintoma de doenças como doenças cardíacas ou doenças que afetam as veias e artérias.

O que é zumbido pulsátil?

O zumbido pulsátil é uma forma rara de zumbido. Pessoas que têm zumbido (pronuncia-se “TIN-nite-us” ou “TIN-e-tus”) podem ter ruídos constantes em suas cabeças que ninguém mais ouve. Freqüentemente, mas nem sempre, eles o descrevem como um som de toque. Pessoas com zumbido pulsátil ouvem ruídos que podem ser altos ou baixos, mas que tendem a acontecer no ritmo dos batimentos cardíacos ou podem soar como um assobio. Assim como o zumbido não pulsátil, o zumbido pulsátil não é uma condição. É um sintoma de outros distúrbios. Muitas vezes, o zumbido pulsátil é um sintoma de doença vascular – doenças que afetam as veias e artérias – bem como malformações de estruturas vasculares ou fluxo sanguíneo atípico próximo ao ouvido e, em alguns casos raros, tumores.

Como o zumbido pulsátil afeta meu corpo?

Assim como o zumbido, o zumbido pulsátil pode interromper sua capacidade de concentração, sono ou trabalho. Algumas pessoas que apresentam zumbido ou zumbido pulsátil desenvolvem depressão ou ansiedade. Mais importante ainda, o zumbido pulsátil pode ser um sintoma – e seu primeiro aviso – de que você tem uma condição médica séria.

Quando devo me preocupar com o zumbido pulsátil?

Qualquer mudança repentina e inexplicável em seu corpo é motivo para entrar em contato com seu médico. Contate seu médico imediatamente se você de repente ouvir um som rítmico em sua cabeça (mais parecido como locomotiva de trem e ou martelo da água), ouvir esse som apenas em um ouvido ou tiver outros problemas como dificuldade para caminhar, problemas de equilíbrio ou dificuldade para enxergar.

O zumbido pulsátil é um problema comum?

O zumbido pulsátil é uma condição rara que representa cerca de 10% dos estimados 50 milhões de pessoas que têm zumbido.

Sintomas e causas

Quais são os sintomas do zumbido pulsátil?

         Um ruído rítmico ou sibilante dentro de sua cabeça, que muitas vezes acompanha seu pulso, é o sintoma mais comum de zumbido pulsátil. Geralmente, o sangue pulsa mais rápido que o normal através de uma variedade de veias e artérias localizadas perto dos ouvidos. Isso pode incluir grandes artérias ou veias no pescoço e na base do crânio, e artérias menores nos ouvidos. De certa forma, as pessoas que têm zumbido pulsátil ouvem o coração batendo.

O que causa o zumbido pulsátil?

Em geral, o zumbido pulsátil ocorre quando certas condições ou anormalidades alteram o fluxo sanguíneo nos vasos sanguíneos próximos ou ao redor dos ouvidos. Às vezes, a alteração do fluxo sanguíneo é um sinal de uma condição médica grave. Apenas ter zumbido pulsátil não significa que você tenha essas condições.

Em alguns casos, o zumbido pulsátil não se deve a uma alteração no fluxo sanguíneo em si, mas sim a uma capacidade aprimorada de ouvir o fluxo sanguíneo com mais intensidade.

Aqui estão alguns exemplos de condições que podem causar zumbido pulsátil:

Aterosclerose: Este é um endurecimento das artérias, que pode causar fluxo sanguíneo irregular. Assim como os rios tranquilos que se transformam em corredeiras barulhentas, o fluxo sanguíneo irregular faz mais barulho do que o sangue que flui suavemente pelas artérias próximas ao ouvido.

Anormalidades da parede sinusal: A parede sinusal é um canal na lateral do cérebro que recebe sangue das veias do cérebro. Algumas pessoas têm condições que causam aumento do fluxo sanguíneo, que faz barulho dentro desse canal, criando o som sibilante associado ao zumbido pulsátil, como variações anatômicas congênitas entre outras.

Malformações arteriovenosas/fistulas durais: São emaranhados de vasos sanguíneos que afetam as conexões entre as veias e as artérias. Se você tiver malformação arteriovenosa e ou fistulas durais, perto dos ouvidos, poderá desenvolver zumbido pulsátil. 

Pressão alta (hipertensão): A pressão alta mede a pressão do sangue contra as paredes dos vasos sanguíneos. Se essa pressão estiver muito alta, você poderá ter pressão alta que pode causar zumbido pulsátil.

Anemia: A anemia pode aumentar o fluxo sanguíneo, o que, por sua vez, pode afetar os vasos sanguíneos e causar zumbido pulsátil.

Tumores do ouvido médio: Algumas pessoas têm pequenos tumores no ouvido médio, localizados perto das partes do ouvido que recebem som. Estes são tumores glômicos hipervascularizado (com muitos vasos sanguíneos). Às vezes, as pessoas desenvolvem zumbido pulsátil porque ouvem o sangue fluindo através dos vasos sanguíneos do tumor glômico. 

Hipertensão intracraniana idiopática (Pseudotumor/HII): Isso acontece quando o líquido cefalorraquidiano se acumula ao redor do cérebro, pressionando os vasos sanguíneos e possivelmente afetando o fluxo sanguíneo, através de uma redução no calibre, em um determinado local, de um seio venoso. 

Traumatismo cranioencefálico: Cerca de 53% das pessoas que sofrem lesões traumáticas na cabeça desenvolvem zumbido, incluindo zumbido pulsátil. Muito possivelmente por uma trombose venosa cerebral, que evolui com uma fistula arteriovenosa, ou vice-versa.

Hipertireoidismo: Essa condição pode acelerar o coração, o que, por sua vez, aumenta o fluxo sanguíneo.

         Doença de Paget: A doença de Paget é uma doença óssea crônica que pode afetar o crânio das pessoas. Cerca de 20% das pessoas que têm a doença de Paget desenvolvem problemas auditivos, incluindo zumbido pulsátil.

Diagnóstico e testes

Como os profissionais de saúde diagnosticam o zumbido pulsátil?

Os profissionais de saúde podem iniciar o diagnóstico usando um estetoscópio – o mesmo dispositivo que pressionam contra o peito para ouvir os batimentos cardíacos – para ouvir o pescoço e o crânio. (Quando os profissionais conseguem ouvir um som que acompanha o seu pulso, eles chamam isso de zumbido pulsátil objetivo. Caso contrário, é zumbido pulsátil subjetivo.)

Independentemente do tipo de zumbido pulsátil, os profissionais determinarão se o zumbido pulsátil está acontecendo de acordo com o seu batimento cardíaco. Eles também testarão sua audição. Durante o teste auditivo, eles podem usar um teste especial chamado timpanometria para medir a pulsação nos ouvidos e ver se ela está alinhada com o seu pulso.

Dependendo dos outros sintomas, seu médico pode solicitar diferentes exames de imagem. Esses testes permitem que os profissionais “vejam” o que está acontecendo dentro da sua cabeça e pescoço que pode causar zumbido pulsátil. Esses testes podem incluir:

Angiografia: Este teste utiliza material de contraste e raios X para que os profissionais possam examinar seus vasos sanguíneos. 

Angiografia por ressonância magnética (ANGIO RM): Este teste verifica se há problemas nos vasos sanguíneos da cabeça e pescoço.

Imagem de ressonância magnética (RM): Uma ressonância magnética usa um campo magnético e ondas de rádio para produzir imagens transversais de estruturas ou tecidos específicos dentro do seu corpo. Os provedores podem usar este teste para obter imagens de tecidos nas orelhas e no pescoço.

Ultrassom Doppler: Os profissionais de saúde podem usar este teste para ver como o sangue flui através dos vasos sanguíneos do pescoço.

Tomografia computadorizada (TC): Este teste usa raios X e um computador para produzir uma imagem 3D de sua cabeça e pescoço.

Tomografia computadorizada de alta resolução: Este teste usa um feixe estreito de raios X e análise computacional avançada para criar imagens altamente detalhadas de seus vasos sanguíneos ou outras partes de sua cabeça e pescoço. Os provedores podem usar tomografias computadorizadas para procurar anormalidades da parede sinusal.

Prevenção

Posso prevenir o zumbido pulsátil?

O zumbido pulsátil acontece quando algo altera o fluxo sanguíneo. Talvez você não consiga prevenir a condição subjacente que causa o zumbido pulsátil.

Perspectiva / Prognóstico

O que posso esperar se tiver zumbido pulsátil?

O zumbido pulsátil pode ser um sintoma de uma série de condições médicas subjacentes. Se o seu médico estiver tratando uma condição específica, você pode perguntar se o tratamento da sua condição eliminará ou reduzirá o zumbido pulsátil.

Vivendo com

Tenho zumbido pulsátil. Como faço para cuidar de mim?

O melhor autocuidado para o zumbido pulsátil é conversar com seu médico. Se conseguirem encontrar e tratar a causa subjacente, poderão eliminar os sons do zumbido pulsátil.

         Nota do Dr Leonardo Zibetti Sganzerla:

         O zumbido pulsátil é um problema raro. Assim como o zumbido, o zumbido pulsátil pode afetar sua qualidade de vida, mantendo você acordado quando deseja descansar ou distraindo-o quando precisa se concentrar. A diferença é que o zumbido produz um ruído aleatório constante. O zumbido pulsátil é como uma trilha sonora em tempo real do sangue fluindo de e para o coração. Por mais irritante que seja, essa trilha sonora pode salvar sua vida. O zumbido pulsátil pode ser o primeiro sinal de que você tem uma condição médica grave que afeta o fluxo sanguíneo. Fale com o seu médico se notar ruído nos ouvidos que acompanha o ritmo do seu pulso. Eles descobrirão se há um problema subjacente e potencialmente sério e tomarão medidas para tratá-lo.

 

 

Trombose Venosa Cerebral

Trombose Venosa Cerebral

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A trombose do seio venoso cerebral (TVC) é um coágulo sanguíneo raro em uma das veias do cérebro. Medicamentos e procedimentos podem tratá-lo. As perspectivas são boas para aqueles que recebem diagnóstico e tratamento imediatos. O diagnóstico e o tratamento imediatos oferecem a melhor chance de evitar complicações potencialmente fatais. Você precisará tomar remédios por pelo menos três meses após o diagnóstico, dependendo da causa.Captura de Tela 2025 02 17 às

O que é trombose do seio venoso cerebral (TVC)?

A trombose do seio venoso cerebral (TVC) é um coágulo sanguíneo em uma das veias maiores do cérebro. Este problema raro representa 1% dos tipos de acidente vascular cerebral (AVC).

Quando um coágulo sanguíneo bloqueia uma veia importante do cérebro, o sangue flui na direção errada. Isso aumenta a pressão no cérebro e faz com que ele inche.

Os locais típicos para coágulos sanguíneos de TVC incluem:

  • Seio transverso.
  • Seio sagital superior.
  • Seio sagital inferior.
  • Seios sigmóides.
  • Seio cavernoso.
  • Seios profundos do seu córtex.

Quem afeta a trombose do seio venoso cerebral?

A trombose do seio venoso cerebral ocorre com mais frequência em pessoas designadas do sexo feminino ao nascer (TVC). Embora a maioria das pessoas a contraia na faixa dos 40 e 50 anos, você pode contrai-la em uma idade mais jovem – mesmo na infância.

É mais provável que você tenha trombose do seio venoso cerebral se já tiver:

  • Síndrome nefrótica.
  • Câncer.
  • Vasculite.
  • Sarcoidose.
  • Obesidade.
  • COVID 19.
  • Trombofilia.
  • Doença hepática.

Quão comum é a trombose do seio venoso cerebral?

A trombose do seio venoso cerebral é rara. Os pesquisadores estimam entre 2 e 15 casos por 1 milhão de pessoas por ano. Estima-se que 7 crianças e bebês em cada 1 milhão tenham trombose do seio venoso cerebral a cada ano.

Sintomas e causas

Quais são os sintomas?

Os sintomas da trombose do seio venoso cerebral, dependem da gravidade do coágulo e de sua localização.

Os sintomas e as complicações do TVC podem incluir:

  • Perda de visão.
  • Hemorragia (perda de sangue de um vaso sanguíneo rompido).
  • Dor de cabeça, que piora cada vez mais (sintoma mais comum).
  • Convulsão.
  • AVC isquêmico e ou evoluir para o hemorrágico. Estado mental alterado e/ou novos déficits neurológicos no caso de grande sangramento cerebral.

O que causa a trombose do seio venoso cerebral?

As causas da trombose do seio venoso cerebral incluem:

  • Estar grávida.
  • Tomar contraceptivos orais (pílulas anticoncepcionais).
  • Durante um momento pós trauma, onde existe desidratação e imobilidade dos membros inferiores.
  • Ter uma doença hereditária (trombofilia) que faz com que o sangue coagule facilmente.
  • Ter uma infecção (por exemplo, uma infecção por COVID-19).
  • Relatos de pessoas que apresentou TVC após receber a vacina contra a COVID-19.

Diagnóstico

Como é diagnosticada a trombose do seio venoso cerebral?

Serão solicitados alguns exames, principalmente de imagens, para diagnosticar trombose do seio venoso cerebral. Um diagnóstico imediato oferece a melhor chance de evitar complicações.

Que testes serão feitos para diagnosticar a trombose do seio venoso cerebral?

Para diagnosticar trombose do seio venoso cerebral, seu médico pode usar imagens, como:

  • Angio-Rm crânio venosa (ressonância magnética) com contraste
  • Angio-Tc de crânio (tomografia computadorizada) com contraste.
  • Angiografia cerebral digital
  • Exames laboratoriais de sangue, coagulograma e outros exames específicos, podem ser investigados para procurar um distúrbio de coagulação.

 

Tratamento

Como é tratada a trombose do seio venoso cerebral?

O tratamento da trombose do seio venoso cerebral inclui:

  • Anticoagulantes, como a heparina, mesmo durante a gravidez.
  • Trombolíticos (“drogas anti-coágulos”).
  • Antibióticos se uma infecção causou a trombose.
  • Remoção do coágulo (trombectomia) com cirurgia endovascular para casos graves. É feito uma aspiração do trombo através de cateteres.
  • Acetazolamida ou procedimentos médicos para diminuir a pressão intracraniana (pressão no cérebro).
  • Medicamentos antiepilépticos para convulsões.
  • Pode ser necessário tomar varfarina (Coumadin® ou Jantoven®) ou um anticoagulante oral direto (como rivaroxabana, apixabana ou dabigatrana) por três a 12 meses, dependendo do que causou a trombose do seio venoso cerebral. Pessoas com trombofilia podem precisar tomar varfarina pelo resto da vida.

Complicações/efeitos colaterais do tratamento

Se você estiver tomando varfarina, é importante ter certeza de que está tomando a dose certa. É por isso que seu médico fará testes frequentes para avaliar a coagulação do seu sangue. Sua dose precisa ser alta o suficiente para evitar coágulos que podem prejudicá-lo, mas não tão alta que você não consiga parar o sangramento se sofrer um corte.

Quanto tempo após o tratamento me sentirei melhor?

Quando você recebe o anticoagulante heparina por via intravenosa ou injeção, ele funciona muito rapidamente. Como pode levar cerca de uma semana para a varfarina fazer efeito, seu médico assistente irá mantê-lo tomando heparina até que a varfarina comece a fazer efeito. Então, você pode parar de receber heparina e tomar varfarina isoladamente.

Alternativamente, se o seu médico escolher um anticoagulante oral direto, ele poderá tornar o sangue mais fluido no nível desejado em poucas horas. Dependendo de quanto tempo o coágulo começa a se resolver e o aumento da pressão intracraniana melhora, você pode começar a se sentir melhor.

Prevenção

Como posso reduzir meu risco?

Se você fez uma TVC durante a gravidez, um anticoagulante pode diminuir o risco de trombose em gestações futuras.

Os contraceptivos orais são uma das causas de trombose do seio venoso cerebral. Não usar anticoncepcionais orais pode ajudar a reduzir o risco dessa condição. Você pode usar anticoncepcionais que contenham apenas progesterona.

Fumar, combinado com o uso de anticoncepcionais orais, também aumenta o risco de TVC. Evitar ambos pode ajudar a prevenir TVC.

Perspectiva / Prognóstico

O que posso esperar se tiver trombose do seio venoso cerebral?

No passado, 50% das pessoas com trombose do seio venoso cerebral sobreviveram. Agora, a condição tem um percentual de letalidade inferior a 5% a 10% das pessoas que a apresentam. Isso se deve a melhores imagens e tratamentos.

Uma trombose do seio venoso cerebral pode ocorrer novamente, e é por isso que seu médico prescreverá anticoagulantes.

Quanto tempo dura a trombose do seio venoso cerebral?

A trombose do seio venoso cerebral pode durar horas ou semanas. Seu caso estará em uma destas categorias:

  • Aguda: Até 48 horas.
  • Subaguda: Mais de 48 horas, mas até 30 dias. (Este é o tipo mais comum.)
  • Crônico: Um mês ou mais.

Perspectiva para trombose do seio venoso cerebral

A perspectiva é boa para as pessoas que obtêm o diagnóstico e tratamento corretos para a trombose do seio venoso cerebral. No entanto, a TVC pode ser fatal se você não for diagnosticado e tratado precocemente.

Como faço para cuidar de mim?

Depois de ter uma trombose do seio venoso cerebral, o seu médico irá querer evitar que você tenha outro coágulo sanguíneo. Isso significa que você precisará tomar um anticoagulante ou “anticoagulante”, como a varfarina ou outro anticoagulante, a depender da conduta médica.

Isso pode protegê-lo de um coágulo perigoso, mas também pode colocá-lo em risco de sangramento devido aos cortes e ou pequenos traumas diários. Você deve ter cuidado ao usar facas e considerar mudar para um barbeador elétrico, que pode ser mais seguro do que um barbeador com lâmina.

Quando devo consultar meu médico?

Você precisará consultar seu médico regularmente, enquanto estiver tomando anticoagulantes. Contate seu médico se você esquecer de uma dose do anticoagulante em tratamento.

Pode ser necessário fazer outra tomografia computadorizada ou ressonância magnética com contraste três a seis meses, após ter uma trombose do seio venoso cerebra, para acompanhar o estado do seu coágulo sanguíneo venoso cerebral.

Quando devo ir ao pronto-socorro?

Ligue para o SAMU se estiver tomando varfarina e tiver sinais de sangramento, como:

  • Sangramento que não é interrompido.
  • Forte dor de cabeça.
  • Sangue vermelho brilhante quando você tosse, durante o vômito ou na evacuação das fezes.

Que perguntas devo fazer ao meu médico?

O que causou minha trombose do seio venoso cerebral?

Por quanto tempo preciso de tratamento?

Qual é o risco de ocorrer novamente trombose do seio venoso cerebral?

Em suma oque devemos nos preocupar com a TVC?

Uma trombose do seio venoso cerebral, ou TVC, pode ocorrer novamente, por isso é importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento com seu médico. Ele irá confirmar, e  ter certeza de que você está tomando a dose certa de medicamento para prevenir outra TVC. Se você estiver tomando um anticoagulante, também é importante evitar atividades que apresentem risco de lesões. Mesmo as tarefas diárias que envolvem facas ou tesouras podem causar cortes que fazem você sangrar. Adotar opções mais seguras, como um barbeador elétrico, se tornará um hábito mais seguro.

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Tumores Do Corpo Carotídeo e outros Paragangliomas

Tumores Do Corpo Carotídeo e outros Paragangliomas

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Um tumor no corpo carotídeo parece assustador. E embora a maioria (90%) não seja cancerosa, ainda é algo que você deve levar a sério – e cuidar imediatamente.

Embora raro, qualquer pessoa pode ter um tumor no corpo carotídeo (parte de uma família maior de tumores conhecidos como paragangliomas). Embora muitas vezes sejam indolores, também podem ser problemáticos – ou até perigosos.

Esses tumores dos vasos sanguíneos ocorrem em um aglomerado de células (chamado corpo carotídeo), onde as duas artérias carótidas se ramificam em vasos menores. Esses vasos menores transportam sangue do coração para o cérebro.

Esses tumores não são congênitos (você não nasce com eles) e parecem ser mais comuns em mulheres e em pessoas com mais de 20 anos.

Você pode não ter sintomas por algum tempo e nem perceber o crescimento. Mas você notará que se os tumores do corpo carotídeo se tornarem grandes o suficiente para pressionar os nervos e vasos sanguíneos próximos, eles podem causar problemas de saúde. Como rouquidão, dormência na língua, dor de garganta ou outros problemas de deglutição (disfagia), devido a falta de suprimento sanguíneo e ou compressão dos nervos do pescoço.

Os paragangliomas geralmente crescem lentamente e não têm probabilidade de se espalhar. Logo, podem passar anos antes que seja necessário removê-los cirurgicamente. Se um tumor crescer rapidamente ou atingir 2 a 3 centímetros, discutimos os benefícios e riscos do tratamento.

 

O que esperar do tratamento do tumor do corpo carotídeo e do paraganglioma:

Depois que seu médico determinar que o tratamento do tumor é necessário, ele normalmente será removido cirurgicamente. Sua equipe cirúrgica geralmente inclui um cirurgião vascular e um cirurgião de cabeça e pescoço. Esta colaboração significa que você tem a melhor oportunidade para uma recuperação rápida e completa.

Se o tumor for grande, a necessidade de realizar a embolização por um neurorradiologista intervencionista, muitas vezes será necessária. Nestes casos, a embolização (um procedimento minimamente invasivo que bloqueia ou fecha um vaso sanguíneo específico) servirá para interromper o fluxo sanguíneo e reduzir o tamanho do tumor. Auxiliando de forma significativa o cirurgião durante o ato cirúrgico.

Abaixo outros locais do corpo que podem ocorrer os paragangliomas:

 

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O que esperar do tratamento do tumor do corpo carotídeo e do paraganglioma:

 Depois que seu médico determinar que o tratamento do tumor é necessário, ele normalmente será removido cirurgicamente. Sua equipe cirúrgica geralmente inclui um cirurgião vascular e um cirurgião de cabeça e pescoço. Esta colaboração significa que você tem a melhor oportunidade para uma recuperação rápida e completa.

Se o tumor for grande, a necessidade de realizar a embolização por um neurorradiologista intervencionista, muitas vezes será necessária. Nestes casos, a embolização (um procedimento minimamente invasivo que bloqueia ou fecha um vaso sanguíneo específico) servirá para interromper o fluxo sanguíneo e reduzir o tamanho do tumor. Auxiliando de forma significativa o cirurgião durante o ato cirúrgico.

 

Tumores Hipervasculares da Cabeça e Pescoço

Tumores Hipervasculares da Cabeça e Pescoço

A neurorradiologia intervencionista (NRI) é uma área de atuação com diversas possibilidades de tratamento definitivo, como também auxilia no tratamento pré-operatório de diversas outras áreas. Tais como a neurocirurgia, cirurgia vascular, cirurgia de cabeça e pescoço, oftalmologia, otorrinolaringologia, radio-cirurgia, ortopedia etc.

Nas patologias onde a NRI auxilia o tratamento, normalmente estão associados os tumores hipervascularizados, os quais torna a cirurgia desafiadora, devido o risco aumentado de sangramento durante o ato cirúrgico. A embolização pré-operatória tem essa finalidade, reduzir o sangramento durante a cirurgia, além de auxiliar o tratamento cirúrgico definitivo em alguns casos.

Os tumores hipervascularizados, estão localizados geralmente na base do crânio e na cabeça e pescoço, dentre eles a maioria são paragangliomas, retinoblastomas, nasoangiofibromas, meningiomas, hemangioblastomas, estesioneuroblastomas, entre outros, também pode ser ponderada a possibilidade na realização da embolização pré-operatória. Iremos descrever os principais e mais frequentes tumores hipervasculares que a NRI pode estar auxiliando no tratamento cirúrgico.

A base do crânio é a área que separa o cérebro de todas as outras estruturas ao seu redor. E está localizado atrás dos olhos e do nariz. Quando tumores ou outras anormalidades se formam nesta área, eles podem afetar os nervos muito sensíveis ao seu redor. Os tumores podem ser difíceis de alcançar e a cirurgia representa um risco devido à proximidade do cérebro e à proximidade de vasos sanguíneos e nervos importantes. A cirurgia da base do crânio é complexa e requer uma abordagem de equipe multidisciplinar experiente, dentre elas a neurradiologia intervencionista.

Se formos classificar em ordem de frequência os paragangliomas são os mais evidentes, nesse contexto. E existem locais mais frequentes onde eles se localizam:

  • Corpo carotídeo
  • Forâmen jugular
  • Próximo ao tímpano

Imagem7 A neurorradiologia intervencionista

 

 

 

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Atendimento no Consultório – Dr. Leonardo Zibetti Sganzerla

Atendimento no Consultório

No consultório do Dr. Leonardo Zibetti Sganzerla, oferecemos um atendimento exclusivo e atencioso, pois sabemos que quem nos procura precisa de atenção especializada e um acompanhamento de alto nível.

Nosso consultório está localizado em Curitiba (PR), na Rua Raphael Papa, 10 – Jardim Social (CEP 82530-190), garantindo fácil acesso e um ambiente tranquilo e discreto.

Desde o primeiro contato, o paciente recebe um atendimento facilitado. No agendamento, é enviado um Manual do Paciente, com todas as orientações sobre a consulta. Na chegada ao consultório, entregamos instruções detalhadas Pré e Pós-Consulta, garantindo que o paciente esteja bem informado sobre cada etapa do seu atendimento e tratamento.

As consultas são realizadas sempre pontualmente, com tempo adequado para um atendimento humanizado, sem pressa. Nosso objetivo é proporcionar um atendimento exclusivo, cuidadoso e altamente especializado. Além disso, recomendamos os melhores profissionais e locais para a realização de exames, sempre que necessário.

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Assim como no atendimento presencial, o paciente recebe um Manual com orientações antes da consulta e, minutos antes do horário agendado, o link para o atendimento online. Nossa equipe auxilia em todo o processo, garantindo que tudo ocorra de forma tranquila e organizada.

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Endovasculare

Dr. Leonardo Zibetti Sganzerla

Rua Raphael Papa 10 - Jardim Social
Curitiba (PR) - CEP 82530-190

Neurorradiologista Intervencionista nos seguintes Hospitais:

Curitiba (PR)
  • Hospital Marcelino Champagnat
  • Hospital Cruz Vermelha
  • Hospital das Nações
  • Hospital Santa Cruz
  • Hospital Vita
  • Hospital São Lucas
  • Hospital São Vicente
  • Hospital Nossa Senhora das Graças
  • HUEM (Hospital Evangélico Mackenzie)
  • HC-UFPR (Hospital das Clínicas da UFPR)
Guarapuava (PR)
  • Hospital São Vicente de Paulo
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